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Publicação do Portal Saneamento
Básico de 11 de dezembro de 2006
Nordeste precisa de R$ 3 bi para enfrentar
seca
Para evitar que a região Nordeste
enfrente escassez de água, um estudo desenvolvido
pela Agência Nacional de Águas (ANA) calcula
que será necessário investir R$ 3,6 bilhões.
Segundo o trabalho, os problemas de abastecimento devem
atingir cerca de 41 milhões de habitantes da região
até 2025.
Em toda a região do semi-árido nordestino
e entorno, apenas 26,8% dos municípios - a maioria
em Minas Gerais - conseguiriam chegar a 2025 com a situação
de abastecimento de água para consumo humano considerada
“satisfatória” sem os investimentos recomendados
pela agência, conclui o estudo.
O documento chamado Atlas Nordeste lista
546 obras, como perfuração de postos e construção
de novas barragens. Principalmente em Pernambuco e na Bahia,
estados que a falta de abastecimento e maior.
O investimento maior deveria ser feito
em Pernambuco ( R$ 1,38 bilhão) e o menor em Sergipe
(R$ 21,8 milhões). Seria preciso investir ainda R$
733,6 milhões para a Bahia, R$441,8 milhões
no Ceará, R$ 309,7 milhões na Paraíba,
R$ 212,2 milhões no Rio Grande do Norte, R$ 192,2
milhões para Alagoas, R$ 147,3 milhões no
Maranhão e R$ 107,2 milhões no Piauí.
Segundo o superintendente de planejamento
de recursos hídricos da ANA, João Gilberto
Lotufo Conejo, o valor do investimento não poderia
ser menor. “É uma região muito grande,
que abrange 40 milhões de habitantes, o valor é
razoável se levarmos em conta o tempo de implementação
das obras e o orçamento disponível do governo
federal” disse.
Os recursos devem partir do Orçamento
Geral da União, de financiamentos para saneamento
via FGTS e BNDES, das companhias de saneamento estaduais
e municipais, do tesouro dos estados e dos municípios,
de empréstimos com o Banco Mundial (Bird) e do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID), além das
Parcerias Público Privadas (PPPs).
O estudo foi apresentado nesta semana durante
a 16ª Reunião do Conselho Nacional de Recursos
Hídricos em Brasília. O trabalho demorou 18
meses para ser concluído e foi realizado em parceria
com os ministérios da Integração Nacional,
das Cidades e da Saúde e a participação
da Fundação Nacional da Saúde (Funasa).
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