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Publicação de A Tribuna da Imprensa-RJ de 11 de maio 2005

Levy tenta "vender" PPPs para cautelosos investidores ingleses

O secretário do Tesouro, Joaquim Levy, tentou derreter a cautela com que os investidores britânicos encaram as Parcerias Público-Privadas (PPPs) brasileiras. Reunido durante cerca de uma hora com cerca de 20 representantes de empresas e bancos, ele ressaltou que a legislação das PPPs oferece transparência e segurança de longo prazo para aqueles que decidirem participar do fortalecimento da infra-estrutura do País.

Segundo Levy, o governo já tem reservados US$ 2 bilhões para os fundos de garantias dos projetos. "As PPPs vão abrir caminho para novos investimentos no País e vão render excelentes frutos para os participantes", disse.

Entre os investidores britânicos, há um razoável interesse pelas PPPs brasileiras. Mas, apesar de considerarem bem elaborada a legislação para esses projetos, a maioria afirma que vai esperar a implementação das primeiras PPPs antes de decidirem sobre sua participação.

"Como se diz por aqui, o demônio está no detalhe", disse um representante de uma empresa britânica presente na palestra. Embora a regulamentação seja boa, é preciso ver como as concorrências serão estruturadas e quais serão as garantias concretas para cada projeto."

Ele acrescentou que os investidores europeus ainda demonstram muita cautela com a sustentabilidade no longo prazo de regras para investimentos oferecidas por países latino-americanos. Levy disse que as PPPs "não oferecem uma solução completa para os problemas de infra-estrutura, mas representam um instrumento adicional importante". Segundo ele, a legislação "é muito clara e completamente transparente".

Um dos pontos que vêm preocupando os investidores são as regras contábeis que regerão os fundos de garantia das PPPs. Levy disse que os técnicos do Tesouro estão mantendo contatos com organismos multilaterais e outros governos para elaborar essas normas. "Teremos uma estrutura contábil muito clara para tratar das PPPs", afirmou.

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