Levy tenta "vender" PPPs para cautelosos investidores ingleses
O secretário do Tesouro,
Joaquim Levy, tentou derreter a cautela com que os investidores
britânicos encaram as Parcerias Público-Privadas
(PPPs) brasileiras. Reunido durante cerca de uma hora com
cerca de 20 representantes de empresas e bancos, ele ressaltou
que a legislação das PPPs oferece transparência
e segurança de longo prazo para aqueles que decidirem
participar do fortalecimento da infra-estrutura do País.
Segundo Levy, o governo já
tem reservados US$ 2 bilhões para os fundos de garantias
dos projetos. "As PPPs vão abrir caminho para
novos investimentos no País e vão render excelentes
frutos para os participantes", disse.
Entre os investidores britânicos,
há um razoável interesse pelas PPPs brasileiras.
Mas, apesar de considerarem bem elaborada a legislação
para esses projetos, a maioria afirma que vai esperar a implementação
das primeiras PPPs antes de decidirem sobre sua participação.
"Como se diz por aqui,
o demônio está no detalhe", disse um representante
de uma empresa britânica presente na palestra. Embora
a regulamentação seja boa, é preciso
ver como as concorrências serão estruturadas
e quais serão as garantias concretas para cada projeto."
Ele acrescentou que os investidores
europeus ainda demonstram muita cautela com a sustentabilidade
no longo prazo de regras para investimentos oferecidas por
países latino-americanos. Levy disse que as PPPs "não
oferecem uma solução completa para os problemas
de infra-estrutura, mas representam um instrumento adicional
importante". Segundo ele, a legislação
"é muito clara e completamente transparente".
Um dos pontos que vêm
preocupando os investidores são as regras contábeis
que regerão os fundos de garantia das PPPs. Levy disse
que os técnicos do Tesouro estão mantendo contatos
com organismos multilaterais e outros governos para elaborar
essas normas. "Teremos uma estrutura contábil
muito clara para tratar das PPPs", afirmou.