Governo planeja atrair recurso árabe para PPP
Governo elege 5 projetos,
um deles no Rio. Editais sairão em outubro
O
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que
os R$6 bilhões do Fundo Garantidor das Parcerias Público-Privadas
(PPPs) — que servirá para cobrir possíveis
casos de inadimplência do setor privado — poderão
ser repartidos entre o Banco do Brasil, Caixa Econômica
Federal e BNDES. O objetivo é evitar que um mesmo banco
seja responsável pelo financiamento e pela gestão
do fundo.
—
Até o fim de maio serão publicados os últimos
detalhes do Fundo Garantidor — explicou Paulo Bernardo.
O
ministro anunciou, ainda, que depois de analisar uma lista
inicial de 23 projetos, o governo elegeu cinco para serem
analisados pela Comissão Técnica das PPPs. São
eles a Ferrovia Norte-Sul e a BR-116 (Bahia), o Arco Rodoviário
do Rio de Janeiro, o Ferro-Anel de São Paulo e a Variante
Ferroviária Garapuava-Ipiranga, no Paraná.
O
Ministério do Planejamento pretende lançar os
editais das PPPs em outubro e, em fevereiro ou março
do ano que vem, assinar os primeiros contratos. Paulo Bernardo
afirmou que o governo sabe que as PPPs só apresentarão
resultados significativos daqui a três ou quatro anos,
prazo previsto para a maturação dos projetos.
Por isso, o ministério deu prioridade a cinco projetos
para que, ainda no mandato do presidente Lula, algumas obras
sejam iniciadas.
Ferrovias
serão usadas na construção de vias
No
caso das ferrovias, as PPPs serão usadas na construção
e manutenção das vias. Para a operação
logística, a idéia do governo é realizar
concessões simples, pois acredita que, depois de prontos,
os projetos terão viabilidade econômica.
— Não achamos
que as PPPs são o remédio para todos os nossos
problemas de infra-estrutura, mas são um instrumento
novo e importante — ressaltou o ministro.