Página Inicial  
Home Cadastre-se Contato mapa do site
ConLicitação Serviços O que é licitação Administração Pública Parceiros Convênios Eventos Na mídia
  Busca no Portal

Publicação da Folha Online de 10 de janeiro de 2007

 

Governo suspende privatização de rodovias para reavaliar modelo

 

PATRÍCIA ZIMMERMANN
ANA PAULA RIBEIRO

O governo federal decidiu reavaliar o processo de concessão à iniciativa privada de sete trechos de rodovias --entre eles, a Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba)-- para verificar se não é possível reduzir mais as tarifas de pedágio.

Enquanto isso, está suspenso o lançamento do edital de concessão, elaborado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e que poderia ser lançado ainda neste mês.

O leilão desses trechos é estudado desde a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o próprio governo atual (a ministra Dilma, inclusive) também trabalhou nos últimos anos para liberar as concessões, barradas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com a decisão do TCU de liberar o processo de privatização em novembro, estava previsto que o edital do leilão fosse publicado até início deste ano.

No entanto, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse hoje que, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o processo de concessão será sendo reavaliado para que se tenha certeza de que o modelo é o mais adequado.

“Queremos processos de concessão. Queremos que a iniciativa privada participe. Queremos também que tenha parcerias público-privadas. Agora, nós temos por objetivo a menor tarifa possível”, afirmou a ministra, ao comentar que o custo do sistema rodoviário afeta a formação de preços dos demais segmentos econômicos.

Dilma negou, no entanto, que o processo esteja cancelado. “As concessões não serão canceladas. Elas podem sair sob um novo modelo que nós não sabemos qual”, afirmou.

A decisão pegou de surpresa o próprio diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), José Alexandre Resende, que foi chamado hoje para um reunião no Ministério dos Transportes, após a publicação da decisão do governo nos jornais.

Após a reunião, só o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) falou. Ele também disse que a concessão das rodovias será reavaliada e que “não há decisão em relação à matéria”.

Motivação política

Ao ser questionada se a decisão teria motivação política, uma vez que Lula foi bastante crítico em relação às privatizações na campanha eleitoral de 2006, Dilma disse que o governo não vê problemas em transferir para a iniciativa privada a administração das rodovias, seja por meio de concessões ou PPPs (Parcerias Público-Privadas), desde que as tarifas sejam “as menores possíveis”.

Com as atuais tetos de tarifa previstos, no entanto, empresários do setor e representantes da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) já se queixavam que os valores definidos poderiam não ser compensatórios.

Para a ministra, a reavaliação do processo deve levar em consideração que parte dos sete trechos previstos para concessão já teriam sido reconstruídos pelo governo, o que permitiria as tarifas menores.

Segundo Dilma, o processo será levado adiante ainda neste ano e o modelo pode até ser mantido após a reavaliação dos ministérios dos Transportes, Casa Civil, Planejamento e ANTT. “Eu acredito que será o mais rápido possível, porque é do interesse do governo”, disse a ministra ao ser questionada sobre o prazo para uma decisão sobre o modelo de concessões.

O modelo atual prevê dois critérios de leilão: a menor tarifa de pedágio e a maior valor pago pela concessão do serviço.

Voltar

Termos de uso | Política de Privacidade  

Todos os direitos reservados