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Publicação do DCI de 8 de
dezembro de 2006
Ferrovias programam milhões em investimentos
para 2007
Robson Bertolino
As concessionárias de ferrovias
já estão anunciando as prévias de suas
operações para este ano e investimentos para
os próximos anos. A MRS Logística deverá
fechar o ano com 115 milhões de toneladas movimentadas
este ano, contra 108,3 milhões de toneladas do ano
passado. “O minério de ferro representa 60%
do montante transportado, o restante fica entre cargas gerais
e agronegócios”, conta Júlio Fontana
Neto, presidente da companhia.
No acumulado dos nove meses a empresa obteve lucro de R$
391 milhões. No ano passado o lucro foi de R$ 410
milhões. “A projeção é
de que até 2009 sejam transportados 179 milhões
de toneladas. Neste período iremos investir R$ 1
bilhão em obras de infra-estrutura, locomotivas e
vagões”, diz.
O plano da MRS Logística é chegar, até
2010, a uma fatia de 15% do mercado nacional de transporte
de contêineres, sendo que hoje eles detêm uma
fatia de 7%. Os investimentos previstos também pressupõem
melhorias na área de segurança, permitindo
que mais trens trafeguem pela mesma linha, elevando os volumes
de carga transportada.
No transporte de agroprodutos, a companhia vem mantendo
um crescimento contínuo. Com relação
ao ano passado, a movimentação de soja e farelo
foi, respectivamente, 34% e 86% superior ao resultado de
2005. A previsão para até o final do ano é
de transportar 800 mil toneladas. Esse volume e o contrato
de carga de 150 mil toneladas anuais de açúcar
assinado com o grupo Cosan fortalecem a posição
de mercado da MRS frente às empresas de agronegócios.
Já a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) deverá
fechar o ano com investimento de R$ 1,8 bilhão em
suas três concessões de ferrovias. Obras de
infra-estrutrura, tecnologia, vagões e locomotivas
receberão parte do aporte. “Deveremos fechar
o ano com um total de 11 mil vagões e 211 locomotivas”,
destaca Kleber Lucas, gerente geral de logística
da companhia.
A previsão da CVRD é de movimentar mais de
104,6 milhões de toneladas no Porto de Tubarão,
Espírito Santo, 74,4 milhões de toneladas
no Terminal Ponte da Madeira e 30,5 milhões de toneladas
nos outros 8 terminais portuários da empresa no País.
A companhia elaborou um mapeamento com 15 ações
prioritárias para apresentar ao governo federal propondo
a minimizar os gargalos logísticos. “Licitação
de novas áreas nos portos públicos, parceiras
público-privadas (PPPs), consolidação
de modais, entre outras propostas, são fundamentais
para o desenvolvimento do setor no País”, conta.
A América Latina Logística (ALL) está
investindo R$ 4,5 milhões na implantação
de estrutura dedicada à Unilever.
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