BB deve ser o gestor de fundo garantidor de PPPs
O Conselho Monetário
Nacional (CMN) decidiu, em reunião extraordinária,
que um banco estatal vai administrar o fundo garantidor das
Parcerias Público-Privadas (PPPs), de cerca de R$ 6
bilhões, que garantirá rentabilidade ao investidor
que participar das PPPs. Para técnicos do governo,
tudo indica que o escolhido é o Banco do Brasil (BB).
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) e a Caixa Econômica Federal também estavam
no páreo.
A resolução do CMN, publicada ontem no Diário
Oficial, determina que a administração do fundo
garantidor "só poderá ser feita por instituição
financeira controlada direta ou indiretamente pela União
e que tenha autorização da Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) para o exercício da
administração de carteira de valores mobiliários".
Segundo técnicos, o BB é o que melhor se enquadra
nesses critérios. A confirmação, no entanto,
somente será feita pelo comitê gestor encarregado
da regulamentação da lei que criou as PPPs,
o que poderá ocorrer nos próximos dias.
Desde o início de abril,
quando foi publicado decreto presidencial criando o comitê
gestor, o governo tenta definir qual o banco encarregado de
gerir o fundo garantidor. Há uma velada entre BB, Caixa
e BNDES pela missão, devido ao volume de recursos.
A escolha já foi favorável ao BNDES, mas como
o banco será também um dos principais financiadores
dos projetos, uma parte da equipe do governo sustenta que
haverá conflitos se a instituição também
gerenciar o fundo garantidor.
Na semana passada, o Ministério
do Planejamento decidiu ainda reduzir de 23 para 10 o número
de projetos prioritários para serem financiados em
parceria entre governo e empresas privadas, as PPPs. Dos 23
listados em 2003, restaram 6 no setor de transporte e 4 na
área de irrigação. Os técnicos
do ministério esperam lançar os primeiros editais
para as obras em novembro. Os projetos de irrigação,
no entanto, ainda estão em fase de estudo de viabilidade
econômica e os da área de transporte estão
quase prontos para serem licitados.
O custo estimado dos projetos,
segundo o ministério, é de R$ 7,2 bilhões.
Os projetos envolvem obras para irrigação na
Bahia e em Pernambuco. Na área de transportes, foram
definidas prioridades para melhorias de ferrovias e rodovias
no Sul e Sudeste do País. As obras do Ferroanel de
São Paulo, incluídas na atual listagem do Planejamento,
têm previsão de investimentos é de R$
200 milhões para uma extensão de 66 km. Já
na Variante Ferroviária Ipiranga-Guarapuava, no Paraná,
deverão ser investidos R$ 220 milhões para 110
km de ferrovia.