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Publicação do DCI de 4 de
janeiro de 2007
Setor público busca escolas de Direito
para enfrentar mudanças de regras
Assim como empresas privadas, advogados e técnicos
do setor público e juízes passaram a recorrer
a cursos especialmente montados por escolas de Direito para
suprir com mais rapidez e eficiência as suas demandas
por informação na área jurídica.
Uma fonte importante de demanda por cursos in company tem
vindo do setor público, segundo Leandro Silveira
Pereira, coordenador de Cursos Corporativos da Escola de
Direito de São Paulo, a GVLaw, que desde 2000 oferece
cursos sob medida para empresas e para o setor público.
A GVLaw já montou um curso especial sobre a nova
lei de recuperação judicial para juízes,
em geral pouco familiarizados com assuntos econômicos
e contábeis. Também preparou técnicos
da Secretaria de Defesa Econômica (SDE), do Ministério
da Justiça, curso que culminou com a elaboração
de um manual de procedimentos na área de Concorrência.
Mais recentemente, no segundo semestre do ano passado, elaborou
um programa especial sobre parcerias público-privadas
(PPP) a pedido da Procuradoria do Município de Porto
Alegre, que precisa correr contra o tempo para implantar
projetos segundo o modelo de colaboração entre
empresas públicas e privadas, uma prioridade do prefeito
José Fogaça.
Durante uma semana, procuradores, engenheiros, arquitetos
e outros técnicos da prefeitura concentraram-se em
abordagens práticas e teóricas sobre as PPP.
A área de Transporte Urbano da prefeitura já
estava em estágio muito avançado no projeto
e a área jurídica precisava rapidamente dar
um salto, diz Carin Prediger, procuradora do Município
de Porto Alegre.
“Agora estamos equipados para fazer a formatação
jurídica do projeto”, diz ela. “Gastamos
uma fração do que gastaríamos se mandássemos
as pessoas para treinamento em São Paulo ou no Rio,
porque o curso foi em Porto Alegre, e assim pudemos treinar
um número maior de pessoas”, afirma. Como o
curso foi ministrado por professores e advogados que participaram
ou acompanharam projetos em implantação no
País, o curso serviu como espécie de mapa
de erros e acertos possíveis, um check list que serve
de roteiro para a execução do programa de
Porto Alegre.
O Mackenzie negocia com a Associação Nacional
da Magistratura Trabalhista um curso para juízes
trabalhistas, segundo Waldomiro de Oliveira Barbosa Jr.,
coordenador dos cursos da universidade.
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