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Publicação de O Estado de
São Paulo de 2 de dezembro de 2006
Infra-estrutura para o crescimento
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo discute
os próximos passos da campanha contra a assinatura
do contrato de licitação da linha 4 do metrô
paulistano. O diretor de comunicação e imprensa
do sindicato, Manuel Xavier Lemos, disse que a categoria
não descarta, inclusive, a possibilidade de greve.
“Nós vamos discutir com os integrantes do sindicato
a viabilidade da execução de uma paralisação.
Não está descartada nenhuma forma de luta
contra a privatização da linha 4 do Metrô”,
afirmou Xavier.
O convênio de parceria público-privada (PPP)
para a operação e a manutenção
da futura Linha 4 (Luz-Vila Sônia), por um prazo de
30 anos, foi assinado na quarta-feira, entre o estado e
a Concessionária da Linha 4 - Amarela do Metrô
de São Paulo S.A. A empresa também será
responsável pelo fornecimento de trens, equipamentos
e sistemas de sinalização e controle.
O contrato foi firmado após decisão do Tribunal
de Justiça, anunciada na terça, que decidiu
negar uma liminar que tinha sido obtida pelo Sindicato dos
Metroviários, e que pedia o impedimento da assinatura
do contrato.
Xavier explicou ainda que o sindicato ainda sofre as conseqüências
da greve do dia 15 de agosto, mas que “isso não
vai intimidar a ação do sindicato na defesa
do bem público”. O grupo tabém discute
o reajuste de tarifas.
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