Governo deve lançar Fundo Garantidor das PPPs
Nelson
Motta - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve
anunciar nos próximos dias a Regulamentação
do Fundo Garantidor das Parcerias Público-Privadas
(PPPs), que servirá como garantia dos investimentos
privados em infra-estrutura em todo país. A promessa
foi feita hoje, no Palácio do Planalto, ao presidente
da Associação Brasileira de Infra-estrutura
e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, que destacou
a medida como a última etapa, antes de começarem
as licitações e as contratações.
"Com
o conhecimento do Fundo Garantidor, que o presidente disse
que anunciará nos proximos dias, é preciso terminar
os estudos em viabilidade e também saber como será
participação do governo nas PPPs e a partir
daí colocar os projetos em licitação
para que a iniciativa privada possa dar andamento a obra",
explicou Paulo Godoy.
Nas
contas dos dirigentes do setor que estiveram reunidos com
o presidente Lula e os ministros, Antonio Palocci (Fazenda)
e José Dirceu (Casa Civil ), Jacques Wagner(Desenvolvimento
Econômico Social) e Paulo Bernardo(Planejamento), a
universalização dos serviços requer U$
20 bilhões por ano. Para o presidente da Abdib, Paulo
Godoy, o setor público, diante da necessidade de economizar
para diminuir a dívida interna e devido aos limites
de endividamento impostos ao Estado, tem encontrado dificuldade
para arcar sozinho com esse montante.
Os
empresários depois de fazerem uma radiografia do setor
de infra-estrutura no país, defenderam novas modalidades
de financiamentos, além do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES). Sobre saneamento, o presidente
da Abdib, Paulo Godoy, disse que, o presidente Lula informou,
que o marco regulatório que trata da área, deverá
ser discutido sem dificuldades no Congresso.
A
Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias
de Base - Abdib, foi fundada em maio de 1955, reúne
mais de 160 empresas da área de infra-estrutura, entre
investidores, operadores e fornecedores de bens e serviços.
Em 2003, o faturamento do setor, que emprega 281,3 mil profissionais,
foi de R$ 132,1 bilhões. A entidade completou 50 anos
de atividades ininterruptas em 2005.