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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 31 de Março de 2007
Evento internacional debate mercado das compras
públicas
Promoção do Sebrae e Ministério
do Planejamento, congresso discutirá participação
das micro e pequenas empresas nas aquisições públicas,
segundo a Lei Geral do Supersimples
Dilma Tavares
Brasília - Nos Estados Unidos, do total de compras governamentais
mais de 30% são adquiridos de micro e pequenas empresas,
boa parte pela Nasa, a agência espacial americana. O Peru,
num período de cinco anos, dobrou o volume de compras dessas
empresas, e na África do Sul, o governo utiliza seu poder
de compra para praticar inclusão social por meio de oportunidades
a micro e pequenos empreendimentos.
Essas experiências internacionais serão
apresentadas no 'Congresso Internacional Compras Governamentais
e as Micro e Pequenas Empresas – Lei Complementar nº
123/2006', que começa às 8 horas desta segunda-feira
(2). O evento prossegue até a terça-feira (3) no auditório
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília.
O Seminário é promovido pelo Sebrae
em parceria com o Ministério do Planejamento, com objetivo
de debater a aplicação do capítulo dessa lei,
conhecida como Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que dá
preferência aos micro e pequenos empreendimentos nas compras
públicas de até R$ 80 mil, e ampliar o acesso do segmento
a esse mercado.
De acordo com o gerente de Políticas Públicas
do Sebrae Nacional, Bruno Quick, hoje, a estimativa é de
que, somado o poder de compra dos governos federal, estaduais e
municipais, incluindo administração direta e indireta,
o valor estimado chega a R$ 260 bilhões ao ano. Mas a participação
dos pequenos negócios nesse bolo é de apenas 17%.
A expectativa, diz, é que a regulamentação
e efetivação do capítulo da Lei Geral que trata
de compras governamentais possibilite dobrar essa participação
num prazo de três a cinco anos. "Se conseguirmos, significará
um mercado adicional de R$ 44 bilhões ao ano para essas empresas,
o que poderá gerar um milhão de novos postos de trabalho
diretos e dois milhões de indiretos", afirma Quick.
Ele também destaca a importância da
participação do segmento nas compras governamentais
para o desenvolvimento local sustentável e inclusão
social por vias econômicas. "Inclusão social sustentável
se dá por oportunidade econômica", lembra.
Mas para que isso aconteça, ainda é
preciso regulamentar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas,
em vigor desde 15 de dezembro – com exceção
do capítulo tributário, que cria o Supersimples e
entra em vigor em 1º de julho. A maioria dos dispositivos da
Lei precisa de regulamentação nos âmbitos federal,
estadual e municipal. É o caso do capítulo que trata
das aquisições públicas.
Esse capítulo estabelece, além de
preferência para as micro e pequenas empresas nas compras
governamentais de até R$ 80 mil, vários outros mecanismos
que facilitam a participação do segmento nesse mercado.
Por exemplo: elas só terão que ter a regularidade
fiscal exigida nos processos licitatórios depois de vencer
uma licitação e não mais no início do
processo; também poderão ser subcontratadas pelas
empresas de maior porte vencedoras de licitações públicas
e nos grandes lotes a serem licitados uma parte poderá ser
destinada exclusivamente ao segmento.
Na avaliação de Bruno Quick, para
que esses benefícios sejam regulamentados e cheguem aos micro
e pequenos empreendimentos, é preciso que os governos e os
especialistas compreendam claramente essa nova política e
a extensão que pode ser dada a esse capítulo da Lei.
É com essa visão e esse objetivo que está sendo
realizado o congresso internacional.
O congresso reunirá autoridades e especialistas
no assunto do Brasil e de outros países, entre eles ministros,
desembargadores e juristas das três esferas de governo. Dos
Estados Unidos estará Ralph Thomas, ex-funcionário
da Nasa que apresentará a experiência daquela agência
com as Micro e pequenas Empresas. Da África do Sul estará
Samuel Vilakazi, representante da Small Enterprise Development Agency
(Seda), espécie de Sebrae local; e do Peru, Héctor
Ingá Huamán, secretário-geral do Conselho Superior
de Contratações e Aquisições daquele
país.
"O que queremos é incentivar um empenho
nacional para tornar viáveis os benefícios do capítulo
da Lei Geral que trata de compras governamentais para as micro e
pequenas empresas", resume a consultora de Políticas
Públicas do Sebrae Nair Andrade.
Veja a programa completa e os palestrantes do evento
no link: http://www.sebrae.com.br/br/download/congresso_compras.pdf
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 e 2107-9362
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