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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 27 de Fevereiro de 2007
Sebrae no Pará acelera a implementação
da Lei Geral
Uma série de jornadas de discussão foi lançada
em Belém nesta segunda-feira (26), reunindo vários
empresários e instituições
Jecyone Pinheiro
Divulgação
Evento reuniu cerca de 500 empresários
Belém - Foi anunciada nesta segunda-feira, em Belém
do Pará, a abertura da jornada de discussões sobre
a implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas, evento coordernado pelo Sebrae estadual e que reuniu cerca
de 500 empresários de pequenos negócios do Estado.
O encontro, que aconteceu no auditório do Cepam, foi o primeiro
de vários debates que têm como objetivo esclarecer
as dúvidas a respeito da referida Lei e seus principais pontos.
“Nosso objetivo é fazer com que os empresários
possam usufruir dos benefícios conquistados, uma vez que
a Lei Geral vai simplificar vários procedimentos com a unificação
das alíquotas, o que permitirá maior facilidade de
regularização e conseqüente acesso ao crédito
e às compras governamentais”, comentou o diretor-superintendente
do Sebrae no Pará, Hildegardo Nunes.
Participou da cerimônia de lançamento o gerente de
Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick,
que fez uma ampla abordagem da Lei e sobre como ela facilitará
o dia-a-dia dos empresários de pequenos negócios.
Além dele, os técnicos da Secretaria da Receita Federal
Miriam Daher e Antonio Gerk estiveram presentes no evento, abordando
assuntos como o Cadastro Sincronizado e o Simples Nacional.
Segundo Hildegardo Nunes, o grande objetivo da jornada, que será
intensificada também no interior do Estado, é consolidar
e fortalecer as empresas através da amplitude que a Lei Geral
atinge. Ele lembra que, após a adesão das empresas
à Lei Geral, estima-se que sejam realizadas cerca de R$ 200
bilhões em compras governamentais, uma vez que as pequenas
empresas terão preferência nos fornecimentos.
A intenção, segundo Hildegardo, é que a Jornada
de Discussões atinja a todos os municípios onde o
Sebrae atua no Pará até o final do mês de abril.
“Agora estamos na fase de divulgação e de mobilização
dos parceiros em nível estadual e municipal para que a Lei
já aprovada seja regulamentada no âmbito dessas jurisdições”,
comentou.
O superintendente informou ainda que o Sebrae se dispõe
a ofertar todo tipo de orientação sobre a Lei Geral
das MPE para que, até 1º de julho, prazo para as empresas
se habilitarem, todos os empreendedores interessados possam compreender
os procedimentos de regulamentação. “Não
podemos perder tempo e temos que iniciar o processo o quanto antes”,
enfatizou Hildegardo.
Atualmente, no Pará, existem cerca de 70 mil micro e pequenos
empreendimentos e, a intenção do Sebrae é de
que a grande maioria dessas empresas possa aderir à Lei Geral
que unificará a tributação e permitirá
uma maior agilidade na obtenção de crédito.
Formalização e oportunidades
Segundo dados do Sebrae Nacional, em uma estimativa não
tão otimista, a previsão é de que cerca de
um milhão de pequenos empreendimentos sejam formalizados
no País após a adesão à Lei Geral, sendo
que é preciso deixar claro que municípios, Estados
e Previdência não sofrerão impacto na sua arrecadação,
sendo a Receita Federal o órgão que assumirá
todos os riscos provenientes da baixa de arrecadação.
A Lei Geral das MPE abrangerá as três esferas do Poder
Público. Isso significa que todas as suas disposições
serão aplicadas no âmbito federal, estadual e municipal,
trazendo muito mais eficácia a seus dispositivos e resultados
muito mais concretos e efetivos para os pequenos negócios,
que passarão a ser regidos por um sistema legal uniforme,
numa espécie de consolidação de todo o conjunto
de obrigações em um único sistema.
Hildegardo Nunes lembra que o Sebrae no Pará vai continuar
sua política de capacitação e de incentivo
à formalização. “Queremos esclarecer
que é vantajoso estar legalizado, por isso intensificaremos
nosso sistema de atendimento para traduzir aos empreendedores todas
as nuances da Lei”, comentou o superintendente.
Na ocasião do lançamento, os empresários receberam
uma cartilha com perguntas e respostas sobre a Lei Geral que foi
elaborada pelo Sebrae no Pará. A publicação
tem como objetivo orientar os empresários sobre os principais
pontos da Lei Geral. “É um texto bem objetivo onde
os interessados, através de rápida leitura, terão
informações sobre os benefícios”, observou
Hildegardo Nunes.
A cartilha 'Lei Geral: Perguntas e Respostas' também está
disponível por meio eletrônico e deverá ser
encaminhada via associações comerciais e câmaras
de Dirigentes Lojistas de todo o Estado.
Menos burocracia
Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional,
Bruno Quick, mesmo trabalhando em um cenário conservador,
a diminuição da burocracia terá um impacto
positivo no cenário econômico, uma vez que a estimativa
é de que o ganho final seja de R$ 94 milhões para
as empresas, R$ 140 milhões de ganho para os municípios
e R$ 2,4 bi para os estados.
A previsão é de que sejam formalizados cerca de quatro
milhões de negócios dos 10 milhões de informais
existentes no País. “A iniciativa do Sebrae no Pará
é de fundamental importância para a divulgação
da Lei”, comentou Quick ao ressaltar que chamar a população
para o debate é a única maneira de esclarecer os pontos
da Lei, mostrando como e onde ela será útil. “O
Pará sai na frente e esse é o melhor caminho”.
Divulgar para fazer valer a lei
Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Pará,
Fernando Yamada, o debate é uma iniciativa muito importante
na divulgação da Lei. No evento de lançamento,
ele lembrou o início da caminhada com a campanha pela Lei
Geral da Micro e Pequena Empresa, que aconteceu em 2003. “Hoje,
a desburocratização e a falta de incentivos são
coisas do passado, nosso objetivo agora é que a Lei, que
já existe, se torne real na vida de cada empreendedor”,
comentou.
Segundo Yamada, o lançamento da Jornada foi o ponta-pé
inicial para que a Lei, de fato, aconteça. “Agora é
que o trabalho vai começar e, para isso, já nos reunimos
com parceiros do Sebrae e faremos uma mobilização
com os funcionários”, comentou Yamada ao se referir
ao encontro interno cujos pontos da Lei estão sendo discutidos
junto ao corpo funcional do Sebrae na manhã desta terça
(27).
Otimismo empreendedor
O empresário Eduardo Seko trabalha há mais de dois
anos com produtos naturais. Ele vê a Lei Geral com bons olhos
e acredita que será uma grande oportunidade para alavancar
sua atividade. “Os altos impostos inibem meu crescimento,
pois o que pago de imposto poderia ser reinvestido na empresa para
a geração de emprego e renda e no desenvolvimento
geral”, disse Seko ao ressaltar que, com toda a certeza, vai
aderir à Lei. “Por isso estou aqui, para entender melhor
e ficar por dentro do que vai mudar”.
Carlos Freire é empresário do setor hoteleiro e vê
na Lei Geral uma ampla possibilidade de legalização
empresarial para diversos segmentos. “Vai ser muito importante
para quem quer ter acesso ao crédito, por isso acredito em
dias melhores com essa legislação que vem trazer maiores
facilidades para os pequenos negócios”, comentou, destacando
que uma das grandes dificuldades não se resume à carga
tributária mas à complexidade dos impostos devidos.
“São tantas coisas, tantos detalhes que o empreendedor
acaba errando involuntariamente. Por isso acredito que a unificação
só vem facilitar os negócios”.
O moveleiro Francisco Melo de Oliveira vê a aprovação
e aplicação da Lei Geral como uma possibilidade de
incentivo para que sua empresa possa oferecer benefícios
como plano de saúde para os funcionários, por exemplo.
Proprietário de uma movelaria, Francisco emprega 62 funcionários
e, segundo ele, a somatória dos impostos pagos chega a 20%
do faturamento de sua empresa. “Com esse recurso, eu poderia
melhorar muita coisa não só na empresa, mas junto
aos funcionários também, por isso estou muito otimista”,
conclui.
A Jornada pela Lei Geral das MPE seguirá nesta terça-feira
(27) para o município de Castanhal. O Sebrae vai levar a
discussão para todos os municípios pólos onde
a instituição mantém escritórios –
Castanhal, Abaetetuba, Santarém, Redenção,
Capanema, Marabá e Paragominas, além de incluir Altamira
e Itaituba, onde o Sebrae estuda a possibilidade de abrir novos
escritórios.
Serviço:
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