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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 25 de Janeiro de 2007
Workshop sobre Lei Geral reúne 700 pessoas
em Cuiabá
O evento na capital de Mato Grosso, que discutiu a implementação
da nova legislação nos âmbitos federal, estadual
e municipal, foi o primeiro do gênero no Brasil
Rita Comini
Guilherme Filho
Guilherme Filho
Bruno Quick enfatiza que esta não é
uma Lei somente para reduzir impostos
Cuiabá - Cerca de 700 empreendedores de
micro e pequenas empresas, representantes de entidades de classe,
de órgãos federais, estaduais e municipais participaram
na manhã desta quinta-feira (25), em Cuiabá, do I
Workshop Implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas nos Âmbitos Federal, Estadual e Municipal, organizado
pelo Sebrae no Estado de Mato Grosso, com apoio do Sebrae Nacional,
no Centro de Eventos do Pantanal.
A grande participação reflete o interesse local em
se adequar à nova lei e usufruir de todos os benefícios
que ela traz. Os empresários Antônio Gonçalves
e Cilbene Galvão Barbosa, proprietários da Modulares
Estandes de Alumínio, vêm acompanhando todo o processo
desde a elaboração da Lei Geral das MPE.
Cilbene acredita que a nova legislação irá
trazer facilidades, especialmente por causa do cadastro único
e da redução da burocracia. “Os empresários
terão condições de fazer maiores contratações.
A médio e longo prazo, espero que estas facilidades tragam
redução de custos, permitindo oferecer melhores preços
aos clientes”, avalia.
O gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae
Nacional, Bruno Quick, lembra que a discussão da Lei Geral
vai acontecer nos municípios e nos estados e que Mato Grosso
se antecipou com o primeiro evento de uma série programada
até julho, quando entra em vigor o capítulo tributário
da Lei. Ele lembra ainda que a Lei Geral vai reconhecer as legislações
mais favoráveis que os estados já têm. “Mato
Grosso precisa definir se vai entrar com uma lei pior ou melhor
do que os outros Estados”, ressalta.
Bruno Quick enfatiza que esta não é uma Lei somente
para reduzir impostos. “Quem cresce primeiro são as
empresas, depois as cidades, os estados e o País, nessa ordem”,
ressalta, dizendo que se trata de uma questão de civismo.
Segundo ele, a Lei Geral vai tornar as empresas competitivas, mas
na formalidade; “Será vantajoso ser formal”,
afirma, acrescentando que os benefícios da Lei serão
um incentivo e que crescer será um bom negócio. Os
aspectos técnicos da lei foram explicados pelo consultor
do Sebrae André Spínola.
Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Mato Grosso,
Pedro Nadaf, também secretário de Estado de Desenvolvimento
do Turismo e presidente do Sistema Fecomércio, a Lei Geral
vai fazer com que muitas empresas saiam da informalidade. Ele destacou
aspectos como a redução da burocracia e de impostos
como um incentivo à formalização dos empreendimentos.
Os técnicos da Secretaria da Receita Federal Vitor Marcos
Almeida Machado, coordenador-geral da Cotec (Coordenação
de Tecnologia e Segurança da Informação), Vinícius
Lara e Miriam Daher, consultores, falaram sobre o Simples Nacional
e o Cadastro Sincronizado.
Maurício Zanin, da Confederação Nacional dos
Municípios (CNM), esclareceu pontos sobre as compras governamentais,
atualmente inacessíveis para a maioria das empresas de micro
e pequeno. Ele disse que uma parceria entre o Sebrae e a CNM vai
permitir a capacitação de 250 multiplicadores para
qualificar os empresários sobre como acessar as compras governamentais.
“É uma tradução de toda a legislação
para facilitar o acesso de micro e pequenas empresas”, disse,
acrescentando que foi editada uma cartilha do comprador e que a
do fornecedor está sendo elaborada.
Serviço:
Sebrae em Mato Grosso - (65) 3648-1262
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