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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 25 de Janeiro de 2007
Pregão eletrônico é forma mais
simples de venda para governos
É preciso apenas um computador conectado
à internet para ter acesso a processos de compra das diferentes
esferas da administração pública no País
Do Sebrae em São Paulo
São Paulo - O pregão eletrônico é a forma
mais simples e democrática de vender para a administração
pública. Basta ter um computador conectado à internet
e cadastrar-se junto a prefeituras, governos estaduais, governo
federal e estatais. Há uma determinação do
governo para que a maioria das aquisições seja realizada
através desse processo, que já é a modalidade
de compra mais usada. Representou 59% do valor total das licitações
entre janeiro e novembro de 2006, R$ 8,6 bilhões.
A concorrência foi o segundo modelo mais
usado, com participação de R$ 3,2 bilhões.
Em seguida, vem o pregão presencial, com R$ 2,4 bilhões.
O valor total das licitações somou R$ 14,2 bilhões,
incluindo carta-convite, concorrência internacional e tomada
de preços.
Segundo o secretário de Logística
e Tecnologia da Informação do Ministério do
Planejamento, Rogério Santanna, o pregão eletrônico
simplifica os processos de compras e é mais barato para a
administração pública e para o fornecedor,
pois não exige deslocamento de funcionários.
Com o aumento da participação, o
governo obtém preços menores. A economia do governo
federal no ano passado chegou a R$ 1,1 bilhão. O pregão
eletrônico é uma espécie de leilão ao
contrário: ganha quem oferecer o menor preço.
Veterano
Embora a grande maioria das micro e pequenas empresas
não tenha o hábito de participar do mercado de compras
governamentais, há exceções. Rogério
Carli, da Liligraph Artes Gráficas, instalada na Vila Maria,
em São Paulo, entrou no segmento há 10 anos. Hoje,
as vendas para a administração pública representam
20% do faturamento da empresa. "Nesse período vi que
o governo aprendeu a comprar e a situação ficou muito
melhor com os pregões eletrônicos", afirma.
Para atender o segmento, Rogério, que toca
a gráfica ao lado da mulher e sócia, Lilian, criou,
há cinco anos, um departamento específico para vender
para o governo. São três funcionários - um para
acompanhar as oportunidades pela internet, um vendedor para a capital
paulista e outro para o interior do Estado. "Embora tenha havido
muito progresso, ainda há cidades onde os editais ficam pregados
na porta da prefeitura", conta.
Outro temor dos fornecedores do governo - a demora
no pagamento - não atinge Rogério. "É
preciso encarar como investimento de longo prazo. Não vem
dinheiro na hora, é claro, mas atualmente 99% dos pagamentos
são feitos em dia", diz. A Liligraph tem contratos com
as prefeituras de Sorocaba, Franca e Araçatuba, e com a SPTrans
(empresa que cuida do transporte na capital paulista). Outro ponto
positivo é que os contratos têm duração
de um ano.
Novato
O Hotel San Raphael, no largo do Arouche, centro
de São Paulo, começou a participar de licitações
há quatro meses. "Achamos que é um mercado interessante
e transparente. Temos qualidade de serviços para oferecer
para esse segmento", afirma o proprietário, Raphael
Jafet Júnior. "Já participamos de várias
licitações e conseguimos bons contratos", completou,
sem revelar números.
Os principais alvos, segundo Simone Gallo, gerente
comercial, são prefeituras e estatais paulistas. O hotel
não tem um departamento específico para licitações,
que ficam a cargo da gerência comercial. As fontes de informação
sobre as licitações são a leitura de Diários
Oficiais e contatos diretos.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 e 2107-9362
Assessoria de Imprensa do Sebrae em São Paulo - (11) 3177-4500
Esta matéria foi publicada originalmente no Diário
de São Paulo - Caderno Negócios - O Espaço
do Empreendedor - Apoio Sebrae em São Paulo. A autora é
Teresa Pimenta.
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