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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 16 de Março de 2007
Formalização de pequenas empresas
ganha reforço no DF
Protocolo vai orientar ações conjuntas
da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e do
Sebrae no DF, para fortalecer a efetivação dos benéficios
da Lei Geral
Do Sebrae no Distrito Federal
Samuel Renner
Samuel Renner
Representantes do Governo do Distrito Federal e
do Sebrae assinam Protocolo de Intenções, em Brasília
Brasília - Os benefícios previstos
na Lei Geral das Micro e Pequenas empresas, sancionada em dezembro
pelo presidente Lula e cujo capítulo tributário entrará
em vigor a partir de julho, são destaque no Protocolo de
Intenções assinado entre a Secretaria de Desenvolvimento
Econômico e Turismo do DF, a subsecretaria de Pequenas Empresas
e o Sebrae no Distrito Federal, nesta quinta-feira (15).
A cerimônia de assinatura lotou o auditório
da sede do Sebrae no Distrito Federal. O Protocolo reforçará
mecanismos para agilizar a formalização de micro e
pequenas empresas, a geração de emprego e renda, a
capacitação de empresários e trabalhadores
e a superação da burocracia excessiva, que prejudica
e dificulta o desenvolvimento do setor produtivo da capital federal.
Ao iniciar a cerimônia e dar boas-vindas
aos representantes do setor produtivo de todo o Distrito Federal,
o superintendente do Sebrae no DF, Flávio Queiroga, destacou
que promover o desenvolvimento econômico do Distrito Federal
é um desafio que conta com o apoio do presidente do Conselho
Deliberativo Nacional do Sebrae, senador Adelmir Santana e do vice-governador,
Paulo Otávio.
“Vamos firmar um acordo para ações
de forma integrada de apoio ao empreendedor de micro e pequeno negócio,
que já está organizando suas demandas por meio de
entidades representativas. Apoio e demanda devem estar juntos para
resolver de forma conjunta as questões necessárias
para promovermos o desenvolvimento do Distrito Federal”, afirmou
Queiroga ao agradecer a presença de todos.
O subsecretário de Pequenas Empresas, Saulo
Santos Diniz, destacou a importância da competitividade e
afirmou que “com uma equipe técnica especializada pretende
trabalhar para resolver os problemas herdados”. Diniz apresentou
dados da Secretaria da Fazenda sobre as 22.826 micro e pequenas
empresas registradas no DF e disse que a iniciativa privada deve
criar as condições para gerar emprego e renda.
“O governo não tem a obrigação
de gerar emprego e renda. É a iniciativa privada que faz
isso. Temos que buscar meios de trazer desenvolvimento”, enfatizou
Diniz, que pretende lutar para trazer a Junta Comercial para o Distrito
Federal. O secretário lembrou ainda que a parceria com o
Sebrae reduzirá o índice de mortalidade das MPE, que
no ano passado atingiu 2.181 empresas, e destacou o esforço
conjunto das federações empresariais para trilhar
o caminho do sucesso para as empresas.
Ao discursar, Paulo Otávio anunciou que
irá apelar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior para trazer a Junta Comercial para Brasília:
“Somos a única unidade federativa que não tem
e precisamos colocar Brasília no movimento do Brasil Competitivo",
disse o vice-governador, que também destacou a participação
do Banco do Brasil no fortalecimento do microempresário.
“Nos dois primeiros meses, o Banco do Brasil destinou e aplicou
70 milhões no setor produtivo do DF e reservou um total de
500 milhões para o ano de 2007".
Outro aspecto destacado pelo secretário
foi a formação de mão-de-obra qualificada:
“Temos que preparar melhor a mão-de-obra. É
necessário que a iniciativa privada cresça para absorver
os profissionais de Brasília. Quanto mais o governo gasta
com contratação, mais imposto o contribuinte terá
que pagar e jamais a carga tributária poderá diminuir.
Herdamos um corpo inchado e nossa primeira medida na Secretaria
foi reduzir de 280 para 90 o número de funcionários
e economizar 280 mil reais”, completou Paulo Otávio
O vice-governador anunciou que está fazendo
um balanço das Áreas de Desenvolvimento Econômico.
“Não podemos apenas distribuir lotes. Queremos uma
secretaria pelo desenvolvimento econômico, que requer muito
mais do que isso. Estamos trabalhando para dar o melhor atendimento
ao empresário, concluiu o secretário, que aproveitou
a oportunidade para anunciar a proposta para as comemorações
do aniversário de Brasília e do Dia do Trabalhador.
Empresários
Federações, associações
e sindicatos representativos das micro e pequenas empresas dos setores
produtivos do DF prestigiaram a assinatura do Protocolo de Intenções.
O empresário de produtos orgânicos Joe Valle acredita
no protocolo para a qualificação de mão-de-obra
especializada e para a formalização dos empresários
do seu ramo. “Somos 180 produtores e já tenho informação
de mais de três mil outros produtores do DF que desejam ingressar
no cultivo orgânico”, disse Valle.
Para Maria de Lourdes Coelho, do Pólo de
Modas do DF, os empresários devem participar da discussão
das ações para que elas possam atender as necessidades
das MPE. “Tem que haver capacitação das empresas
e qualificação da mão-de-obra, como também
é necessário a reeducação para o trabalho,
que é o primeiro caminho para a dignidade das pessoas, concluiu
a representante, ao lembrar que há muita falta de interesse
do profissional do ramo da costura e moda em se capacitar.
Sebastião Gabriel de Oliveira, presidente
da Federação das Micro e Pequenas Empresas, afirmou
que o Protocolo de Intenções servirá para criar
ações conjuntas que possam capacitar o empresário
para ele aprender a planejar seu negócio. “Não
adianta ser bom mecânico e querer ser empresário. Sem
capacitação não há como a empresa sobreviver”,
concluiu Oliveira.
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