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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 14 de Fevereiro de 2007
Bancos esperam aumentar financiamentos para MPE
A expectativa é de que, com a Lei Geral, mais empresas se formalizem
e cresça a busca por operações de crédito
Fernando Ivo
Divulgação
Superintendente do Sebrae na Paraíba, Julio
Rafael Jardelino
João Pessoa - As operações
de crédito disponíveis aos empresários de negócios
de micro e pequeno portes, na Paraíba, pelos bancos federais,
deverão apresentar crescimento em 2007, a partir da regulamentação
da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. De acordo com o Banco
do Brasil e a Caixa Econômica Federal, uma das linhas, o Programa
de Geração de Emprego e Renda Urbano Empresarial (Proger),
destinado ao financiamento para compra de máquinas e equipamentos,
deverá alcançar crescimento entre 30% e 45%, respectivamente,
em relação a 2006.
Segundo o superintendente do Sebrae na Paraíba,
Julio Rafael Jardelino da Costa, o crédito hoje oferecido
para as empresas formais ainda possui altas taxas de juros, resultado
da chamada ‘taxa de risco’. “A formalização
permite às empresas terem acesso ao mercado e ao crédito.
Com isso, o desafio agora é discutir formas de baratear as
linhas de financiamento para as micro e pequenas empresas, com taxas
condizentes a sua realidade”, explicou.
Apesar do Sebrae não ser uma instituição
financeira, como lembra Julio Rafael, há uma preocupação
da instituição em relação ao acesso
a recursos financeiros por parte dos empreendedores de pequeno porte
que, geralmente, não têm como avalizar empréstimo.
Para facilitar esse acesso, a Lei Geral prevê o fundo de aval,
que precisa ainda ser regulamentado. O mecanismo funciona por meio
de um sistema de garantias subsidiadas pelo governo e dá
maior segurança aos bancos na oferta de empréstimo
ao segmento, que resultará na redução dos juros
sobre as parcelas obtidas juntos a instituições financeiras.
“A combinação da desburocratização,
da facilidade de abrir e fechar uma empresa, da participação
nas compras governamentais e de uma nova política tributária
a partir de julho vai criar um ambiente capaz de impulsionar positivamente
as micro e pequenas empresas”, ressaltou Julio Rafael.
Operações
Apenas no ano passado, o Banco do Brasil e a Caixa,
juntos, liberaram mais de R$ 22 milhões em recursos por meio
do Proger. As projeções de crescimento dos bancos
na Paraíba tiveram por base as estimativas do Sebrae de que,
nos próximos dois anos, mais de 30% das empresas informais,
hoje calculadas em 203 mil, passem para a formalidade.
De acordo com João Alves de Andrade, gerente
regional de negócios da Caixa Econômica Federal, a
expectativa é que mais empresas ingressem no mercado formal
e passem a dispor de condições para habilitar-se à
contratação de operações de crédito.
Para isso, disse o gerente, as agências da Caixa já
estão estruturadas e aptas a absorver o aumento da demanda.
Na Paraíba, a Caixa fechou 2006 com R$ 10,1
milhões liberados em carteiras de operação
do Proger, em um crescimento de 36,8% em relação a
2005. Até o final de 2007, a expectativa é de que
as operações movimentem R$ 15 milhões. A operação
no banco pode ser feita com ou sem capital de giro associado à
operação principal, e 40% do valor total do financiamento,
limitado a R$ 30 mil, pode ser utilizado em capital de giro.
João Andrade disse que as taxas são
menores que as cobradas em operações de mercado, com
juros ao ano de 5% para investimento e de 6% para capital de giro
mais Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) - hoje em 6,5% a.a. -,
com prazo que pode chegar a 48 meses. Ele afirmou que é esperado
este ano o aumento de 45% na aplicação de recursos
do Proger pela Caixa.
Proger
O programa é destinado a pequenas empresas
que invistam em ampliação de seus negócios
através de compra de máquinas e equipamentos. Em relação
ao mercado, disse o gerente, os recursos do Proger apresentam as
vantagens de prazo mais longo e taxas de juros adequadas para investimento
em ativos fixo.
No Banco do Brasil, a operação pode
ser feita com ou sem capital de giro associado ao investimento,
limitado a 30% do valor do orçamento. Segundo Daniel Oliveira,
gerente negocial do BB, o banco aplicou em 2006, por meio do Proger,
a cifra de R$ 12 milhões, em um crescimento em relação
a 2005, de 74% .
Daniel Oliveira explicou que o Proger possui juros
inferiores aos do mercado, com taxa de 5,15% a. a. mais TJLP. O
prazo será fixado de acordo com a finalidade do empreendimento
ou de acordo com o cronograma físico-financeiro da proposta
e a capacidade de pagamento do empreendimento. Para Daniel Oliveira,
a Lei Geral deverá impulsionar empresas recém-chegadas
ao mercado em busca de crédito.
Serviço:
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