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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 12 de Fevereiro de 2007
Bancos esperam aumentar em até 45% recursos
para as MPE da Paraíba
Com a Lei Geral, o nível de informalidade
deve cair e mais empresas buscarão operações
de crédito
Fernando Ivo
João Pessoa - As operações de crédito
disponíveis pelos bancos federais aos empresários
paraibanos de micro e pequeno porte deverão apresentar crescimento
em 2007, a partir da regulamentação da Lei Geral das
Micro e Pequenas Empresas. De acordo com o Banco do Brasil (BB)
e a Caixa Econômica Federal, uma das principais linhas, o
Proger (Programa de Geração de Emprego e Renda Urbano
Empresarial), destinado ao financiamento para compra de máquinas
e equipamentos, deverá alcançar crescimento entre
30% e 45%, respectivamente, em relação a 2006.
Segundo o superintendente do Sebrae na Paraíba,
Júlio Rafael Jardelino da Costa, o crédito hoje oferecido
para as empresas ainda possui altas taxas de juros, resultado da
chamada 'taxa de risco'. “A formalização permite
às empresas terem acesso ao mercado e ao crédito.
Com isso, o desafio agora é discutir formas de baratear as
linhas de financiamento para as MPE, com taxas condizentes com a
sua realidade”, explicou.
Um dos instrumentos que deverá abrir o diálogo
neste sentido é o Fundo de Aval, previsto na Lei Geral, mas
que precisa ainda ser regulamentado. O mecanismo funciona por meio
de um sistema de garantias subsidiadas pelo Governo e dá
maior segurança aos bancos na oferta de empréstimos
ao setor, o que resultará na redução dos juros
sobre as parcelas obtidas junto a instituições financeiras.
“A combinação da desburocratização,
da facilidade de abrir e fechar uma empresa, da participação
nas compras governamentais e de uma nova política tributária
a partir de julho vai criar um ambiente capaz de impulsionar positivamente
as micro e pequenas empresas”, ressaltou Júlio Rafael.
Operações
Apenas no ano passado, o BB e a Caixa, juntos,
liberaram mais de R$ 22 milhões em recursos por meio do Proger.
As projeções de crescimento dos bancos na Paraíba
tiveram por base as estimativas do Sebrae de que nos próximos
dois anos, mais de 30% das empresas informais, estimadas em cerca
de 203 mil, ganhem cidadania jurídica.
De acordo com João Alves de Andrade, gerente
regional de Negócios da Caixa Econômica Federal, a
expectativa é que mais empresas ingressem no mercado formal
e passem a dispor de condições para habilitar-se à
contratação de operações de crédito.
Para isso, disse o gerente, as agências da Caixa já
estão estruturadas e aptas a absorver o aumento da demanda.
Na Paraíba, a Caixa fechou 2006 com R$ 10,1
milhões liberados em carteiras de operação
do Proger, um crescimento de 36,8% em relação a 2005.
Até o final de 2007, a expectativa é de que as operações
movimentem R$ 15 milhões. A operação no banco
pode ser feita com ou sem capital de giro associado à operação
principal, e 40% do valor total do financiamento, limitado a R$
30 mil, pode ser utilizado em capital de giro.
João Andrade disse que as taxas são
menores que as cobradas em operações de mercado, com
juros ao ano de 5% para investimento e de 6% mais TJLP (taxas de
juros a longo prazo, hoje em 6,5% a.a.) para Capital de Giro, com
prazo que pode chegar a 48 meses. Ele afirmou que é esperado
este ano o aumento de 45% na aplicação de recursos
do Proger pela Caixa.
Proger
O programa é destinado a pequenas empresas
que invistam em ampliação de seus negócios
através de compra de máquinas e equipamentos. Em relação
ao mercado, disse o gerente, os recursos do Proger apresentam as
vantagens de prazo mais longo e taxas de juros adequadas para investimento
em ativos fixo.
No Banco do Brasil, a operação pode
ser feita com ou sem capital de giro associado ao investimento,
limitado a até 30% do valor do orçamento. Segundo
informa Daniel Oliveira, gerente negocial do BB, o banco aplicou
em 2006, por meio do Proger, a cifra de R$ 12 milhões, um
crescimento de 75% em relação a 2005.
Daniel Oliveira explicou que o Proger possui juros
inferiores aos do mercado, com taxa de 5,15% a. a. mais TJLP. O
prazo será fixado de acordo com a finalidade do empreendimento
ou de acordo com o cronograma físico-financeiro da proposta
e a capacidade de pagamento do empreendimento. Para Daniel Oliveira,
a Lei Geral deverá impulsionar empresas recém-chegadas
ao mercado em busca de crédito.
Lei Geral -Depois de três anos de mobilização
em todo o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
sancionou, no dia 14 de dezembro, a Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas. Com a lei, os procedimentos para abertura e fechamento
de uma empresa foram simplificados e a carga tributária diminuída
com a adoção do Super Simples, além de benefícios
em áreas como exportação e compras governamentais.
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