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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 04 de Abril de 2007
Seminários em Goiás debatem Lei Geral
e Fundo Constitucional
Nova lei torna obrigatória a prestação
de informações das aplicações feitas
pelos bancos oficiais no segmento das micro e pequenas empresas
Tatiana Alarcon e Clara Favilla
Brasília - O Sebrae em Goiás, em parceria com o governo
do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento, vai promover
seminários sobre a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas
e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO),
administrado pelo Banco do Brasil, em Goiânia e outros 30
municípios do Estado deste mês de abril a outubro.
O objetivo é divulgar, entre empresários
e lideranças locais, as oportunidades que se abrem a partir
da vigência da nova lei, inclusive quanto à ampliação
do acesso a recursos financeiros.
Segundo o gerente da Unidade de Atendimento e Apoio
Empresarial do Sebrae em Goiás, Ulisses Fontoura, os seminários,
além de esclarecer pontos da Lei Geral, como o Supersimples,
que entra em vigor a partir de julho, também permitirão
um alinhamento de informações sobre o FCO, importantíssimo
para o desenvolvimento econômico e social da região
por possibilitar financiamentos para diversas atividades produtivas.
"O FCO viabiliza as melhores linhas de financiamento
disponíveis no mercado com relação a juros,
carência e vários outros benefícios", informa
Fontoura. Para este ano, a previsão de aplicação
de recursos do FCO está estimada em R$ 2,7 bilhões.
Desse total, 51%, R$ 1,4 bilhão, são destinados às
micro e pequenas empresas. Só para o Estado de Goiás,
foram reservados R$ 330 milhões.
Segundo Fontoura, os recursos utilizados de fato
pelas empresas não ultrapassam nem 20% do montante, seja
por falta de informação, garantias ou preparo. "A
idéia é desenvolver e fortalecer ações
para que o acesso de pequenos negócios aos recursos seja
compatível com os 51% disponíveis pela instituição
bancária", explica.
Os seminários fazem parte das ações
do Sebrae em Goiás para aproximar a oferta de instituições
financeiras das necessidades das micro e pequenas empresas, permitindo
que os recursos disponíveis para a produção
cheguem aos interessados. A expectativa é que essas ações
atinjam 42 mil empresários.
Falta de recursos não é o problema
O diretor de Administração e Finanças
do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, ressalta a importância
desses eventos, no contexto da implementação da Lei
Geral, que tornou obrigatória a prestação de
informações por parte dos bancos oficiais sobre o
volume de recursos aplicados no segmento de micro e pequenos negócios.
Segundo ele, o mais importante é que essas
informações devem levar em conta empresas atendidas
que se enquadrem com micro ou pequenas, levando-se em conta os limites
estabelecidos no Supersimples (micro, aquelas que têm faturamento
anual bruto até R$ 240 mil e pequenas, até R$ 2,4
milhões).
"Muitos bancos, para cumprir metas de aplicação
no segmento, usam critérios muito flexíveis para fazer
esse enquadramento. Há bancos que enquadram como pequenas
empresas que faturam até R$ 10 milhões ao ano. Se
as informações forem dadas levando-se em conta os
critérios da Receita Federal, as estatísticas ficam
mais transparentes e serão um reforço às articulações
do Sebrae, junto às instituições financeiras,
para a tomada de medidas que possam realmente fazer os recursos
disponíveis chegarem na ponta e para quem mais precisa",
afirma o diretor.
Ele acrescenta: "o problema de acesso não
está ligado à falta de recursos. Pelo contrário,
a liquidez dos bancos hoje é grande. A ampliação
do acesso depende mesmo é de identificação
e preparação da demanda. O papel do Sebrae é
fazer a necessária ponte entre quem oferta serviços
financeiros e a demanda."
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