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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 03 de Abril de 2007
Procurador-geral do TCU alerta sobre responsabilidades
do empresário
Empresa que estiver em débito e quiser participar
de licitações públicas precisa ter claro que
realmente tem condições de regularizar sua situação
num prazo bem curto
Dilma Tavares
Márcia Gouthier/ASN
Márcia Gouthier/ASN
Procurador-Geral do TCU, Lucas Rocha Furtado, durante congresso
sobre compras públicas e os pequenos negócios
Brasília - A Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas dá tratamento favorecido ao segmento em relação
às compras governamentais, mas também prevê
aplicação de sanções. Isso precisa ficar
bem claro para empresários e gestores públicos, para
evitar problemas futuros.
O alerta é do procurador-geral do Tribunal
de Contas da União, Lucas Rocha Furtado, no Congresso Internacional
sobre Compras Governamentais que está sendo realizado, em
Brasília, pelo Sebrae e o Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão.
O objetivo do congresso é debater a aplicação
do capítulo 5 da Lei Geral, que trata de compras governamentais.
Esse capítulo institui, por exemplo, preferência para
micro e pequenas empresas em compras públicas de até
R$ 80 mil e também que elas só terão regularidade
fiscal exigida no processo licitatório após vencerem
a licitação. Se vencer, a empresa terá dois
dias para regularizar a situação.
Na avaliação do procurador, a empresa
que estiver em débito e quiser participar de licitações
públicas precisa ter bem claro que realmente possui condições
de regularizar sua situação num prazo bem curto, caso
contrário terá dificuldades de ser contratada em virtude
da aplicação de sanções. "Ou seja,
que micro ou pequena empresa deve participar da licitação,
mesmo sendo devedora? Aquela que sabe que, se ganhar, tem condições
de regularizar sua situação", alertou o procurador
em entrevista.
Aos gestores públicos, a orientação
é para também ter clareza sobre as regras estabelecidas
pela lei e o rigor na aplicação das sanções.
"Não tenho dúvida alguma que os órgãos
de controle vão exigir a aplicação dessas sanções."
Lucas Rocha participou do painel que tratou sobre
'O Papel do Controle para Melhoria dos Atos e Contratos –
Melhores Práticas'. Também participaram dos debates
o ministro do TCU Augusto Nardes; o consultor jurídico do
Ministério de Desenvolvimento, Francisco Moreira da Cruz
Filho; o assessor-técnico da Confederação Nacional
dos Municípios, Maurício Zanin; e o presidente da
Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas no Congresso
Nacional, deputado José Pimentel.
No seminário, o representante da agência
de desenvolvimento de pequenas empresas da África do Sul
apresentou resultados do programa de compras governamentais desenvolvido
naquele país e que, de 1995 a 2005, conseguiu aumentar de
pouco mais de 2% para 26% a participação desses empreendimentos
nas aquisições públicas.
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