Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 03 de fevereiro de 2006
Reunião de líderes define votação
da Lei Geral
Previsão é que eles se reúnam
na terça-feira (7), no gabinete da presidência
da Câmara, para fechar acordo em torno do assunto
Dilma Tavares
Brasília - Está prevista para
as 14h de terça-feira (7) uma reunião entre
o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo, e líderes
dos partidos políticos. O objetivo é fechar
acordo para votação de projetos como a Lei Geral
das Micro e Pequenas Empresas. Na última quarta-feira
(1º), por acordo de lideranças, o projeto foi
retirado da pauta do plenário da Câmara. Os debates
retornam agora e, dependendo dos acertos, a proposta poderá
ser votada nesta semana.
Entre os pontos ainda em discussão,
inclusive entre governo e parlamentares, estão um tratamento
mais amplo ao setor de serviços, especialmente da construção
civil, informática e contabilistas, de forma a não
causar fortes impactos à Previdência Social.
Também estão sendo discutidos
o parcelamento de débitos para os optantes do Simples
Nacional; o alcance que terá o artigo que trata do
acesso das micro e pequenas empresas às compras governamentais,
e se os consórcios formados por empresas do segmento,
chamados de Consórcio Simples, terão ou não
eficácia jurídica.
Mas, já estão acertados pontos-chave,
como a parte tributária envolvendo os setores da indústria
e comércio, sistema de garantias de crédito,
prioridade para as micro e pequenas empresas nas compras públicas
de até R$ 80 mil e estímulo ao acesso ao crédito
e à tecnologia.
Estão entre os pontos fundamentais
já definidos a ampliação das faixas de
faturamento destas empresas para inclusão no Simples
Nacional, com teto de R$ 240 mil para microempresas e de R$
2,4 milhões para as pequenas empresas. Este último
valor é o teto máximo, podendo haver diferenciações
entre estados e municípios, dependendo da sua participação
no Produto Interno Bruto (PIB). Esta diferenciação
atende pleito dos governos estaduais e municipais.
Neste item, o teto de R$ 2,4 milhões
vale para a União e estados com participação
no PIB superior a 5%. Estados onde a participação
no PIB é de 1% a 5%, poderão optar por um teto
de R$ 1,8 milhão. Aqueles com participação
no PIB de até 1% poderão adotar o teto de R$
1,2 milhão.
A expectativa do gerente de Políticas
Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, é
de consenso sobre os pontos ainda em debate, “para que
a Lei possa atender às necessidades e à realidade
das micro e pequenas empresas” e seja aprovada na Câmara
ainda durante o período de convocação
extraordinária do Congresso Nacional, que termina no
dia 14 de fevereiro. “As discussões estão
fluindo na busca de uma solução adequada”,
afirma.
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