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Publicação da Agência Sebrae de Notícias
de 02 de Março de 2007
Fórum Permanente debate implementação
da Lei Geral
Mais cem pessoas, entre representantes de entidades
empresariais, instituições públicas e privadas,
e órgãos governamentais participam do Seminário
em Brasília
Vanessa Brito
Márcia Gouthier/ASN
Consultor de Políticas Públicas do Sebrae
Nacional, André Spínola, durante o seminário
em Brasília
Brasília - A regulamentação
de dispositivos e a implementação da Lei Complementar
nº 123/2006 ou a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, como
ficou mais conhecida, é tema de seminário, nesta sexta-feira
(2) em Brasília. O evento é promovido pelo Fórum
Permanente da Micro e Pequena Empresa, coordenado pelo Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(Mdic), e está sendo realizado no auditório do Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog). Mais de
cem pessoas, entre representantes de entidades empresariais, instituições
públicas e privadas e órgãos federais, estaduais
e municipais estão reunidos, desde a parte da manhã.
“O objetivo desse seminário é
possibilitar a compreensão da Lei Geral MPE e discutir de
que forma se dará a sua implementação”,
explicou Cândida Maria Cervieri, diretora do Departamento
de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Mdic, na abertura
do seminário. Também integraram a mesa: o coordenador
jurídico do Departamento Nacional de Registro do Comércio
(DNRC), Eduardo Manuel Lemos; e os consultores de Políticas
Públicas do Sebrae Nacional, André Spínola
e Helena Rego.
Seminários similares ao do Fórum
Permanente da Micro e Pequena Empresa estão sendo realizados
em todas as unidades da Federação, visando a conscientização
da classe empresarial, órgãos públicos e instituições
públicas e privadas envolvidos com a causa dos pequenos negócios
e a implementação da nova legislação,
sancionada pelo presidente Lula em dezembro passado. O Sistema Sebrae
é uma das instituições apoiadoras desses eventos.
“A atividade empresarial é uma atividade
de risco, que necessita de muito apoio e dedicação
para que não leve empresas ao insucesso e à bancarrota
de todo o patrimônio dos empresários”, afirmou
Eduardo Manuel Lemos, coordenador jurídico do DNRC. “O
legislador faz as leis, mas a implementação delas
depende das etapas posteriores”, alertou Lemos. Técnicos
e profissionais atuantes na área empresarial em todo o País
é quem vão dar curso a implementação
real da lei, acrescentou.
André Spínola ressaltou a importância
do papel do Fórum Permanente da Micro e Pequena Empresa no
esforço de regulamentação dos dispositivos
da Lei e na implementação nas unidades da Federação
e municípios. O consultor de Políticas Públicas
do Sebrae Nacional destacou em sua palestra os benefícios
da legislação, tais como o Super Simples e o Cadastro
Sincronizado e apresentou simulações tributárias
para comprovar as vantagens tanto para os empresários quanto
para a arrecadação de estados, municípios e
da União.
A formalização de milhares de empreendimentos
que operam na informalidade vai compensar a redução
das alíquotas de impostos pagos pelas MPE, previu Spínola.
A bi-tributação de produtos, sobre os quais incidem
impostos na fábrica e no varejo, vai cessar no País
graças à nova legislação, corrigindo
uma injustiça antiga, segundo o consultor.
Spínola também criticou os equívocos
de interpretação sobre alguns artigos da Lei, que
têm sido veiculados na mídia. “Existe uma certa
reação contrária à nova legislação,
já manifestada em alguns estados, por avaliar que a arrecadação
vai ser reduzida, mas não é verdade”, disse
o consultor. “Muitos dispositivos dependem de regulamentação
e caberá a municípios e estados a aprovação
de leis para tornar efetivos os benefícios da lei”,
enfatizou.
O único conceito de microempresa adotado
na nova legislação foi apontado como um avanço
por Spínola. “ Agora é um só e vale em
todos os estados e municípios”, alertou. Empreendimentos
com receita bruta anual até duzentos e quarenta mil reais
é microempresa. Os que possuem receita bruta anual além
desse teto até dois milhões e quatrocentos mil reais,
é pequena empresa.
A implementação da Lei Geral dependerá
de movimento, articulação e pressão dos representantes
da classe empresarial junto aos órgãos municipais
e estaduais. “Vocês são os principais atores
para que os benefícios da nova legislação tornem-se
prática no País”, destacou o consultor do Sebrae
Nacional.
Nesta tarde, os temas abordados e debatidos no
seminário do Fórum Permanente da Micro e Pequena Empresa
são: Simples Nacional, pelo assessor da Secretaria da Receita
Federal, Vinicius Lara; Compras Governamentais, pelo gestor governamental
do Mpog, Rafael Setúbal Arantes e assessor técnico
da Confederação Nacional de Municípios, Mauricio
Zanin; e Cadastro Sincronizado, pela assessora da coordenação-geral
de Tecnologia e Segurança da Informação da
Secretaria da Receita Federal, Miriam Daher.
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