Câmara adia votação da Lei Geral para
semana que vem
Projeto
também conhecido como Supersimples estimula o desenvolvimento
da atividade empresarial no País
Da
Redação com Agência Câmara
Brasília - Em razão do acordo das lideranças
para os trabalhos de votação desta quarta-feira
(1º), o Plenário da Câmara aprovou a retirada
de pauta da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Projeto
de Lei Complementar 123/04 e outros), que cria o Supersimples
e estimula o desenvolvimento da atividade empresarial no País.
A matéria deverá ser votada na próxima
semana.
O
substitutivo, aprovado em dezembro na Comissão Especial
da Microempresa, institui o Simples Nacional, que substituirá
integralmente o Simples Federal, em vigor desde 1996 (Lei
9.317). O Supersimples valerá para todo o País
e deverá unificar nove impostos e contribuições.
Pela proposta, os limites de enquadramento no sistema tributário
serão de até R$ 240 mil de renda total bruta
para a microempresa e de até R$ 2,4 milhões
para a empresa de pequeno porte.
Ajustes
Em
café da manhã, na terça (31), organizadado
pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Sebrae e demais integrantes da Frente Empresarial,
empresários e integrantes de entidades empresariais
alertaram para a necessidade de novos ajustes no projeto como
a criação de personalidade jurídica para
Consórcio Simples, que possibilite assinar contratos
e tratamento tributário diferenciado e evitar a bitributação,
conforme o projeto original elaborado pelo Sebrae. Hauly explicou
que ainda é possível alterações.
Presente
na reunião, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto,
lembrou a importância do diálogo e da negociação
em um processo como este e num país com grandes diferenças
regionais e explicou que, "mesmo que não se consiga
avançar da maneira que gostaríamos, se o projeto
for aprovado da forma como está, já permite
um grande avanço no ambiente legal para os pequenos
negócios".
O
presidente da CNI, deputado Armando Monteiro, que também
preside o Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, lembrou
a forma participativa com que se deu a construção
da proposta e do impacto positivo que terá ao ser aprovada.
"É um marco na vida das empresas, uma reforma
tributária inteligente, que vai criar para o ambiente
dos pequenos negócios algo novo e que vai estimular
o desenvolvimento destes empreendimentos", disse.
Para
o presidente da Comissão da Microempresa, Carlos Melles,
é preciso aproveitar o processo de negociação
feito com o governo, que resultou na inserção
da proposta na pauta da convocação extraordinária
do Congresso Nacional e aproveitar para aprovar o projeto
no plenário. "Temos quatrocentos e trinta assinaturas
de deputados e senadores em apoio à proposta",
lembrou.
Serviço:
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