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Publicação da Gazeta Mercantil de
30 de maio de 2006
Nova legislação faz Bahia
economizar R$ 109 milhões
Salvador, 30 de Maio de 2006 - Norma ampliou em 24% o número
de transações e reduziu em 90% o número de
recursos. Instituída há um ano, a lei de licitações
e contratos do estado da Bahia vem dando bons resultados. Com a
nova legislação, o governo baiano reduziu, em média,
50% no tempo gasto para realizar uma compra por licitação,
ampliou em 24,9% o número de transações e obteve
uma redução de 90% no índice de recursos e
impugnações. Além disso, houve uma economia
de R$ 109,1 milhões com a utilização do pregão,
que se tornou obrigatório com a nova lei.
Para a secretária estadual de Administração,
Ana Lúcia Castelo Branco, a lei também aprofundou
os mecanismos para ampliar a punição de fornecedores
que cometem irregularidades. "É desconsiderada, por
exemplo, a pessoa jurídica, que, para evitar a suspensão
de sua empresa por irregularidades em licitações,
abra outra firma e volte a participar de compras públicas."
A repressão aos fornecedores inadimplentes tem surtido efeito.
No ano passado, 47 empresas foram suspensas por tempo determinado
e sete por tempo indeterminado, num total de 54 suspensões,
o que representou um acréscimo de 29% em relação
a 2004, quando foram suspensas 42 empresas. "Este ano, até
abril, já são 38 novas suspensões, das quais
34 por tempo determinado e 4 por tempo indeterminado", informa
Ana Lúcia.
A nova lei contribuiu com a desburocratização. A
secretária destaca a inversão das fases do processo
licitatório, que deu precedência à abertura
dos envelopes de preços frente aos de qualificação
técnica em qualquer licitação, até mesmo
as de obras públicas. "Com isso, as compras ganharam
em agilidade. Era justamente na fase de qualificação
com entrega de documentos que mais ocorriam recursos e impugnações
por parte das empresas participantes." Segundo ela, só
são conferidos os documentos das empresas que oferecem os
três melhores preços.
O resultado foi que, nas modalidades concorrência, tomada
de preços e convite, o tempo gasto, que era em média
de 90, 30 e 20 dias, respectivamente, passou para 40, 20 e 10 dias.
O reflexo está no maior número de compras realizadas:
em 11 meses, foram concluídas 3.249 licitações,
o que representou um aumento expressivo do número de aquisições
realizadas em relação ao período anterior.
Frente às 2.601 licitações realizadas de junho
de 2004 a abril de 2005, o incremento foi de 24,9%. "Ao reduzir
o tempo gasto em cada compra, a lei baiana contribui para evitar
a descontinuidade no fornecimento de produtos e serviços."
Ana Lúcia destaca, ainda, que a nova lei estadual reabriu
o debate sobre a modernização das compras públicas,
hoje regidas em âmbito nacional pela Lei 8.666/93. O Conselho
Nacional de Secretários de Estado da Administração
(Consad) encaminhou minuta de projeto de lei ao Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão. A proposta toma
por base características da lei baiana, a começar
pela inversão das fases.
kicker: "Ao reduzir o tempo gasto em cada compra, a lei contribui
para evitar a descontinuidade no fornecimento de produtos e serviços"
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 10)(José Pacheco
Maia Filho)
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