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Publicação da Agência Câmara
de 28 de agosto de 2006
Secretário estima em 30% economia
de gastos do governo com nova Lei de Licitações
Edla Lula
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo deve economizar 30% com os gastos hoje
realizados nos processos públicos de compras com a nova Lei
de
Licitações. A previsão é do secretário
de Logística e Tecnologia da Informação do
ministério do Planejamento, Rogério Santanna.
De acordo com o secretário, o projeto que estabelece mudanças
na Lei 8.666/93, conhecida com Lei de Licitações,
será encaminhado em outubro ao Congresso Nacional.
“Além de aumentar a transparência no processo
de contratação do
governo, o custo será bem menor, porque o tempo de licitação
será reduzido e as compras em si sairão mais baratas”,
comentou Santanna.
Santanna estima uma redução no prazo de licitação
para no máximo 20 dias. Atualmente, o prazo para tomada de
preços
é de até 90 dias, e de concorrência, 120 dias.
“Nós queremos simplificar o processo e resumir as três
fases que existem hoje para a possibilidade de recurso para uma
só, no final do processo”.
A proposta também possibilita a apresentação
de documentos por meio eletrônico, com acompanhamento de qualquer
cidadão.
“Isso dará mais transparência à licitação”,
afirmou o secretário.
Empresas fraudadoras serão punidas com mais rigor, pois,
além de ampliar de dois para até dez anos o prazo
em que, no
caso de fraude, a empresa fica proibida de participar de licitações,
a proibição se estende também a os seus donos.
Pela lei atual, o dono de uma empresa flagrada em irregularidades
pode abrir outra e participar das licitações.
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