Prioridade a MPE em compras de até R$ 80 mil é baseada na Lei Geral
Dilma
Tavares - A proposta de priorizar, na Lei de Licitações
(8666/93), as micro e pequenas empresas nas compras governamentais
de até R$ 80 mil, já é resultado da análise
de um grupo de trabalho do governo federal sobre o anteprojeto
da Lei Geral do segmento, elaborada pelo Sebrae.
Foi
o que informou Rafael Setúbal Arantes, do Ministério
do Planejamento, ao participar, na tarde desta segunda-feira
(27), de debates sobre ‘A Evolução da
Legislação e a Democratização
de Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas’, no
1º Encontro Nacional de Portais de Compras Públicas,
no Hotel Blue Tree, em Brasília.
A
intenção de assegurar a prioridade aos pequenos
negócios para aquisições neste valor
foi adiantada à Agência Sebrae de Notícias
(ASN), na manhã desta segunda-feira, pelo secretário
de Logística e Tecnologia da Informação
do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna.
À tarde, Rafael, da mesma secretaria, explicou tratar-se
de resultados da análise da Lei Geral.
Rafael
disse ainda que em janeiro de 2005 foi constituído
um grupo interministerial no gabinete civil da Presidência
da República para analisar o anteprojeto e, no último
mês de abril, foi apresentada uma proposta alternativa.
Ele
disse que no capítulo que amplia o acesso dos pequenos
negócios às aquisições públicas,
foram mantidos os principais pontos, como a inversão
das fases, que permite que as empresas do segmento possam
apresentar documentação necessária após
vencer as licitações; a exigência de que
empresas maiores vencedoras de licitações subcontratem
micro e pequenas; e a fixação de um valor em
que o segmento será priorizado.
No
anteprojeto da Lei Geral, que foi apresentado no evento pelo
consultor do Sebrae Cláudio Veras, este valor é
de R$ 50 mil. Segundo Rafael, o aumento para R$ 80 mil é
uma equiparação ao valor das aquisições
por convite. “Na modalidade convite, embora se possa
convidar apenas empresas de pequeno porte, não impede
que maiores queiram participar. Isso não ocorre quando
se restringe o valor apenas para as menores”, exemplificou
Rafael à ASN.
O
técnico do Ministério do Planejamento fez questão
de frisar que se trata apenas de uma proposta alternativa,
que ainda está em análise política pelos
ministérios.