Trabalho rejeita mudança nas concessões de rádio e TV
A
Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público rejeitou o Projeto de Lei
568/03, do ex-deputado Rogério Silva, que estabelece
a utilização exclusiva do critério de
melhor técnica nas LICITAÇÕES para exploração
de canais de rádio e televisão com fins comerciais.
O projeto proíbe cobranças pela outorga e pelo
uso da radiofreqüência correspondente.
O autor explica que sua intenção é favorecer
os pequenos empreendedores, que não têm condições
de competir com o poder econômico dos gigantes da comunicação.
Demasiado
subjetivo
O parecer do relator Cláudio Magrão (PPS-SP)
foi pela rejeição da matéria. Ele argumenta
que o concorrente que possui maior poder econômico detém,
de igual forma, maiores condições de pagar pela
melhor técnica. "Seria demasiado subjetiva uma
avaliação da melhor técnica que excedesse
os critérios já estabelecidos para pontuação
e conseqüente classificação dos candidatos
à outorga, que considera como quesitos o tempo destinado
a programas jornalísticos, educativos, culturais e
artísticos produzidos na localidade, além do
prazo para início da execução do serviço",
afirma.
Ainda para Magrão, não faz sentido comparar
a qualidade da programação e julgá-la
de forma arbitrária. Ele disse que a boa técnica
deve ser considerada uma exigência mínima, e
não um critério decisivo.
Tramitação
Apesar da rejeição, o projeto, que tramita em
caráter conclusivo, será ainda analisado por
outras comissões da Câmara: a de Ciência
e Tecnologia, Comunicação e Informática;
a de Finanças e Tributação; e a de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Da
Redação/LCP