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Publicação da Gazeta Mercantil de
25 de agosto de 2006
Nova lei das licitações tenta
motivar tecnologia
SÃO PAULO, 25 de agosto de 2006 - Além de tornar
mais ágeis os investimentos públicos, as mudanças
que o governo vai propor ao Congresso na lei das licitações
(8.666/1993) depois das eleições terão um viés
social e de incentivo à inovação tecnológica.
A minuta que está sendo discutida com governos estaduais
também altera os princípios da atual legislação
- baseada na eficácia e eficiência da economia da administração
pública -, introduzindo mecanismos de estímulo à
renovação tecnológica e de proteção
a minorias, como aldeias indígenas e quilombolas, informa
o secretário de Logística e Tecnologia da Informação
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
Rogério Santanna, em entrevista a este jornal. Outra minuta,
pronta na Casa Civil, simplifica o rito da lei de licitações.
Entre as novidades estão o uso de documentação
eletrônica, a redução de recursos contra os
resultados de processos licitatórios e punição
mais rigorosa para fraudadores.
"Existe uma reclamação geral da sociedade por
mais transparência nas compras governamentais", afirma
Santanna. Além de submetidas a governadores e prefeitos -
a lei 8666 regulamenta compras da administração direta
e indireta dos governos federal, estaduais e municipais -, as alterações
foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Secretários de
Administração (Consad).
A reserva de uma parcela das compras governamentais para contratar
a produção de minorias, pela qual as administrações
públicas podem pagar até acima do preço de
mercado, existe desde 1933 na legislação americana
e é adotada em algumas prefeituras petistas, como a de Diadema
(SP). "Esse dispositivo permitirá aos governos comprarem
segundo interesses sociais", comenta Santanna. (Liliana Lavoratti
- Colaborou Sandra Nascimento - Gazeta Mercantil) (Liliana Lavoratti
- InvestNews)
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