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Publicação do DCI de 22 de junho
de 2006
Projeto de lei aumenta exigência em
licitação de item farmacêutico
panoramabrasil
A Comissão de Finanças e Tributação
da Câmara aprovou ontem o projeto de lei que exige, nas licitações
para compra de medicamentos e insumos farmacêuticos, a apresentação
do Certificado de Cumprimento de Boas Práticas de Fabricação
e Controle. O PL 3.536/2004 também obriga a realização
de testes de equivalência farmacêutica para os genéricos
e similares e de eficácia terapêutica para medicamentos
novos no mercado.
Os documentos serão emitidos pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proposta será
encaminhada à Comissão de Constituição
e Justiça, onde será apreciada em caráter conclusivo.
De acordo com o deputado Walter Feldman (PSDB-SP), autor do projeto
de lei, nem todos os 781 laboratórios que produzem medicamentos
no País trabalham com o Certificado de Cumprimento de Boas
Práticas de Fabricação e Controle emitido pela
Anvisa. “As licitações se baseiam no critério
do menor preço, mas a evolução da regulamentação
sanitária, para registro de medicamentos no País,
impõe a necessidade de comprovação da eficácia,
da segurança e da boa qualidade dos produtos, o que não
ocorre por causa das lacunas na legislação”,
defende.
Os editais de licitação para compra de medicamentos
e insumos farmacêuticos já exigem os testes de equivalência
para os genéricos e similares e de eficácia para medicamentos
novos no mercado, além do certificado emitido pela Anvisa.
Mas, na avaliação do deputado Rafael Guerra (PSDB-MG),
a obrigatoriedade deve ser incluída na Lei de Licitações.
“Assim, a qualidade e a segurança dos medicamentos
adquiridos pelo governo poderão ser mais facilmente garantidas”,
afirma.
A Comissão de Finanças aprovou o parecer do deputado
Julio Semeghini (PSDB-SP), que considera que não haverá
aumento ou diminuição de despesas ou de receitas públicas.
“Apenas serão ampliadas as exigências para as
licitações. Chega a ser absurdo considerar que o procedimento
licitatório de medicamentos e insumos farmacêuticos,
muitas das vezes produtos de preço elevado e sempre de extrema
necessidade, não contemple as normas técnicas expedidas
pelos órgãos técnicos competentes”, critica.
Para a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica,
o projeto torna obrigatório um procedimento já adotado
pelos laboratórios.
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