Publicação do Governo do Estado da Bahia de 14
de março de 2006
UPB destaca pregão e nova lei baiana de licitações
O pregão e a nova Lei Estadual de Licitações
e Contratos foram destacados hoje (14) pelo prefeito de Feira
de Santana e presidente da União das Prefeituras do
Estado da Bahia (UPB), José Ronaldo, ao abrir o curso
Licitação na Modalidade Pregão Eletrônico
e Presencial, que acontece até amanhã (15) na
Fundação Luís Eduardo Magalhães
(Flem).
Também
participaram da abertura, a secretária da Administração
em exercício, Ana Lúcia Castelo Branco, o presidente
do Tribunal de Contas dos Municípios, Raimundo Moreira,
e o diretor financeiro da Associação Brasileira
de Municípios, Alberto Muniz. O curso promovido pela
UPB, que tem apoio da Secretaria da Administração
do Estado (Saeb) e do Tribunal de Contas dos Municípios
(TCM), visa à preparação dos municípios
baianos para a nova modalidade de licitação,
adotada desde 2003 pelo governo estadual.
“O
pregão é, com certeza, um instrumento importante
que o município tem nas mãos, para que o poder
público tenha cada vez mais força nas suas contratações”,
afirmou o prefeito. Já a lei baiana 9.433, que no âmbito
do Estado substituiu a lei federal 8.666/03 a partir de maio
de 2005, foi adotada pelo município de Feira no final
do ano passado, transformando-se na lei municipal de número
2.593/05.
O
prefeito destacou principalmente a inversão das fases
do processo licitatório, com abertura dos preços
antes dos envelopes de qualificação técnica
das empresas participantes, característica do pregão
que, na lei baiana, foi estendida a qualquer licitação,
incluindo as da área de construção civil.
“Temos tido muito bons resultados”, afirmou o
prefeito, sobre a experiência com a nova lei. Segundo
a Secretaria da Administração de Feira, os bons
resultados com a nova lei dizem respeito principalmente à
agilidade com que têm sido feitas as novas licitações.
Prioridade
para o pregão
A
secretária Ana Lúcia Castelo Branco fez um balanço
dos resultados do pregão na Administração
Pública Estadual. “Adotado em setembro de 2003,
o pregão gerou, em 2005, economia de R$ 107,9 milhões
aos cofres do governo estadual nas aquisições
feitas via licitação”, afirmou.
Para
chegar a esse resultado, o governo se empenhou efetivamente,
destacou a secretária: “já em outubro
de 2004, convencido de que o pregão havia chegado para
ficar, o governador Paulo Souto determinou à Saeb a
publicação da instrução normativa
nº 6, orientando a administração a priorizar
a realização da modalidade pregão para
aquisição de bens e serviços comuns”.
Os
resultados, segundo a secretária, não demoraram
a aparecer: “a nova modalidade vem propiciando negócios
mais vantajosos que os das licitações tradicionais,
obtendo descontos de 25,4% em média”, disse.
O governo baiano tem comprado via pregão, entre outros
itens de uso comum, fardamento para a Polícia Militar,
material de escritório, medicamentos, impressos, veículos,
equipamentos em geral. Trata-se, segundo a secretária,
de “uma extensa lista de itens que podem ficar muito
mais baratos pelo simples fato de que o pregão significa
transparência, competição e agilidade
nos processos de compra”.
Curso
Considerado
um sucesso, com 545 inscritos, o curso da UPB sobre pregão
tem o objetivo de orientar dirigentes públicos municipais
sobre como utilizar o pregão nas contratações
de serviços e nas compras municipais, realizadas com
verbas federais. Em janeiro deste ano, a partir da publicação
do decreto federal 5.504, de agosto de 2005, as prefeituras
municipais passaram a ser obrigadas a utilizar o pregão
nas licitações realizadas com recursos federais.
O
pregão funciona através de sessão pública,
presencial ou em uma sala virtual de “chat” na
internet, reunindo as empresas interessadas em fazer negócios
com o Estado. “A grande vantagem é a franca disputa
pela oferta do menor preço”, explica o coordenador-geral
da Central de Contratos e Licitações (CCL),
Orlando Gomes, um dos palestrantes do curso.