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Publicação do Governo do Estado da
Bahia de 12 de junho de 2006
Secretários estaduais da Administração
debatem nova lei de licitações para o país
A renovação da área de licitações
públicas, iniciada pela Bahia com a edição
da Lei Estadual 9.433/05, foi um dos principais temas debatidos
na semana passada em João Pessoa (PB), durante o LXII Fórum
de Secretários de Estado de Administração.
Presente ao encontro, a secretária da Administração
da Bahia, Ana Lúcia Castelo Branco, apontou os bons resultados
da lei baiana, que acaba de completar um ano, e participou das discussões
em torno da proposta de nova lei federal, a partir de minuta apresentada
pelos estados ao Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão.
A lei baiana, que entrou em vigor em maio de 2005, já apresenta
resultados positivos: redução média de 50%
no tempo gasto para realizar uma compra via licitação,
ampliação em 24,9% do número de licitações
realizadas e queda de 90% no índice de recursos e impugnações.
Com o pregão, inserido na lei e tornado obrigatório
no governo baiano, foi obtida economia de R$ 109,1 milhões.
A Bahia é o único estado a ter a sua própria
lei de licitações. Depois da edição
da lei baiana, o Paraná enviou à sua Assembléia
Legislativa projeto similar e a prefeitura de São Paulo adotou
algumas inovações do texto da Bahia, como a inversão
das fases do processo licitatório e a fase saneadora de falhas
formais, em projeto de lei municipal. Na Bahia, Feira de Santana
foi o primeiro município a aprovar lei municipal que adota
todas as inovações da lei estadual.
A maior parte dessas mudanças está, também,
na minuta entregue ao governo federal, no início deste ano,
pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração
(Consad). A partir de então, técnicos da Secretaria
da Administração (Saeb) e da Procuradoria Geral (PGE)
do governo baiano têm participado, junto com representantes
de outros estados, dos debates que vêm sendo promovidos em
Brasília pelo Ministério do Planejamento.
“As mudanças propostas têm sido debatidas pelos
estados no âmbito do Consad, através de seu grupo de
trabalho para a área de licitações”,
disse Ana Lúcia Castelo Branco, destacando que a preocupação
dos estados tem sido a de modernizar a legislação
federal, fazendo com que o texto avance no tocante às chamadas
normas gerais, de competência constitucional da União.
“Ao mesmo tempo, há uma preocupação em
preservar a autonomia federativa dos estados para definir regras
específicas na área, como fez a Bahia com a edição
da Lei 9.433”, afirmou.
No encontro de João Pessoa, além do grupo de trabalho
de licitações, reuniram-se ainda os grupos de gestão
de pessoas e passagens aéreas. Além disso, foi discutida
uma proposta do Consad para a agenda dos candidatos à Presidência
da República.
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