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Publicação do DCI de 11 de abril
de 2006
Construtores criticam as novas regras de
licitação para a capital
Aline Cunha
Concorrência
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), decretou
a lei que traz normas específicas em matéria de licitação
do município. Agora, nas concorrências públicas,
em primeiro lugar serão abertas as propostas de preços
dos concorrentes e depois a verificação da capacidade
técnica dos concorrentes para executar a obra ou serviço.
Antes, este procedimento era inverso e respeitava a lei de licitações
federal 8.666/93.
Com a nova lei, as três empresas que oferecerem o menor preço
serão classificadas e o restante sairá da concorrência.
Se a primeira empresa estiver habilitada vencerá a licitação,
se não estiver, a segunda vencerá, ou a terceira,
caso a segunda tenha problemas.
Críticas à lei
As novas regras não agradaram ao Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo
(Sinduscon-SP). “Essa lei veio para modificar uma lei federal
e nós não concordamos com isso”, afirmou o vice-presidente
da entidade, Luiz Antônio Messias.
Segundo ele, não dá para pegar um ponto isolado da
legislação e modificar. Tem vários outros aspectos
da Lei de Licitações 8.666/93 que podem ser discutidos.
“Esta lei já existe há 10 anos. Temos de avaliar
o que pode ser modificado e não cada município criar
lei para aquilo que não lhe agrada”, afirmou.
O Sinduscon-SP e outras entidades do setor tomarão iniciativa
para contestar a nova lei. Apesar de a prefeitura alegar que com
as mudanças o processo das concorrências será
abreviado, o Sinduscon acredita que irá demorar mais. “Se
uma empresa vencer em primeiro lugar na avaliação
das propostas financeiras, mas for barrada na análise das
habilitações, entrará com uma ação
na justiça para brecar esta licitação até
estar apta a assinar o contrato”, disse.
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