Projeto sobre consórcios públicos é aprovado
O
Plenário aprovou nesta quinta-feira (10) o Projeto
de Lei 1071/99, do deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), que estabelece
normas gerais para a celebração de consórcios
públicos entre os entes federados (União, estados,
Distrito Federal e municípios) para a realização
de objetivos de interesse comum. Os deputados acataram substitutivo
do Senado ao projeto, que agora vai à sanção
presidencial.
As mudanças previstas no projeto eram um reivindicação
antiga de prefeitos que, na prática, já usavam
o mecanismo de atuação comum com estados e União,
especialmente na área de Saúde. Não havia,
no entanto, qualquer legislação sobre o assunto,
o que impedia maior eficácia para atuação
conjunta dos entes federados e investimentos de recursos públicos
nesta modalidade de gestão.
Os consorciados firmarão previamente um protocolo de
intenções e posteriormente um contrato. No protocolo,
deverão constar a finalidade, o prazo de duração,
casos de contratação por tempo determinado e
autorização para a gestão associada de
serviços públicos, dentre outros aspectos.
O consórcio funcionará por meio de uma pessoa
jurídica criada especificamente para esse fim, sob
a forma de associação pública se obedecer
ao direito público, ou com o atendimento da legislação
civil se for de direito privado. No primeiro caso, ele integrará
a administração indireta de todos os entes consorciados
e, no segundo caso, obedecerá às normas de licitação,
contratação de pessoal e outras referentes ao
direito privado.
Convênios
De acordo com o texto, para cumprir seus objetivos, o consórcio
poderá firmar convênios, contratos, receber auxílios
e contribuições. O consórcio de direito
público poderá ainda promover desapropriações
por necessidade pública.
Na área de saúde, os consórcios deverão
obedecer aos princípios, diretrizes e normas reguladoras
do Sistema Único de Saúde (SUS).
Rafael Guerra cita como exemplos de sucesso desse tipo de
gerência os consórcios intermunicipais de saúde
do estado de Minas Gerais, que estariam servindo de paradigma
para projetos em outras áreas, como Educação,
Meio Ambiente, Segurança, conservação
de estradas, Agricultura e outras.