Governo mudará licitação
Para
melhorar a eficiência de gastos públicos, o governo
fará alterações na legislação.
Entre elas, a Lei 8.666 (Licitações). A modalidade
pregão deverá ser alterada para alcançar
a quase a totalidade de bens vendidos e serviços contratados
pelo governo. Outra mudança será a inversão
das fases de verificação da capacidade com a
proposta econômica. Segundo o ministro do Planejamento,
Nelson Machado, isso não deverá interferir nos
contratos de Parceria Público-Privada (PPP).
O
texto da PPP aprovado no Congresso remete a maioria dos artigos
à lei de licitações. "São
alterações pontuais na 8.666", disse ontem
Machado. "Não altera em nada a PPP." No entanto,
a maior mudança anunciada pelo governo diz respeito
aos menores gastos possíveis: os que dispensam licitações,
pois estão abaixo do limite de R$ 8 mil.
Em
vez de prestações de contas em papel, o governo
quer tudo em meio eletrônico para reduzir os custos
e facilitar a apresentação ao Tribunal de Contas
da União (TCU). Para usar as "contas tipo B",
os altos funcionários públicos, fiscais e outros
que precisam de pagar despesas no trabalho terão um
cartão. A intenção é transformar
as 27,574 mil contas em prestações automáticas.
Hoje, existem apenas 3,144 mil cartões. No ano passado,
foram gastos R$ 192 milhões com esse tipo de despesa,
desses apenas R$ 9,7 milhões com cartão. No
ano anterior, o número foi de R$ 120 milhões.
(Gazeta
Mercantil/Caderno A - Pág. 9)(Gabriela Valente/InvestNews)