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Publicação da Agência Brasil de 02 de maio
de 2007
Câmara aprova projeto para desburocratizar
licitações
Agência Brasil - 2/5/2007
Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou esta
noite (2) Projeto de Lei (PL 7709/07) que institui novas
regras para licitações e contratos da administração
pública. O projeto, que integra o programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), foi aprovado na forma de substitutivo,
apresentado pelo relator deputado Márcio Reinaldo
(PP-MG). "A proposta vai dar mais agilidade, mais transparência
e vai desburocratizar o processo de licitação",
afirmou o relator.
De acordo com Márcio Reinaldo, uma
das inovações é a criação
de um sítio oficial da administração
pública local na internet onde serão disponibilizadas
as informações gerais de serviços do
governo, incluindo os editais de licitação.
"Com a criação desse site, a administração
pública não será mais obrigada a publicar,
em veículos de circulação nacional,
os editais de licitação", explicou o
deputado. Os editais devem continuar sendo publicados na
imprensa oficial.
Isso deve representar uma economia para
a administração pública. O relator
informou que recebeu inúmeras reclamações
de pequenos municípios que chegam a gastar até
R$ 30 mil com publicação de atas, editais,
resumos e outros atos na imprensa local "cujo preço
às vezes é até irracional". "Enquanto
se cobra de um cidadão que vai anunciar a venda de
um boi, R$ 10 de um ente público se cobra R$ 100,00.
é uma maneira, também, da gente trazer racionalidade
para o processo".
Outra novidade, segundo o relator, é
a adoção do sistema de pregão (oferta
por lance em sessão pública presencial ou
à distância, pela internet) em toda compra
pública de bens e serviços feita a partir
da proposta com menor preço, sem limite de valor.
Contratação de obra de baixa complexidade
também poderá ser feita por pregão
até o limite de R$ 340 mil.
"O sistema eletrônico será
uma forma de valorizar o processo de licitação,
vai dar oportunidade para que muito mais gente apareça
para concorrer. Hoje, muitas vezes, nas licitações,
os editais são colocados em locais de difícil
acesso. O sistema eletrônico vai abrir para todo o
Brasil e vamos ter participação mais efetiva
da micro e pequena empresa", avaliou o relator. Segundo
ele, hoje apenas 15% das micro e pequenas empresas são
fornecedoras do poder público.
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