Secretários de Administração querem modificar
Lei de Licitações
01/02/2006, 09:15
O Conselho Nacional de Secretários
de Estado de Administração (Consad), está
planejando agilizar os processos de licitação
para evitar fraudes com a proposta de alteração
da Lei de Licitações, nº 8.666/1993. O
projeto foi apresentado ao ministro do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Paulo Bernardo e os secretários já
iniciaram uma rodada de negociações para tentar
chegar a um consenso sobre um texto final a ser encaminhado
ao Congresso Nacional.
A proposta do Conselho é substituir o Projeto de Lei
146/2003, do deputado José Santana de Vasconcellos
(PFL-MG), que institui princípios e normas para licitações
e contratos da administração pública,
em no máximo três meses. Um dos problemas levantados
pelo Consad no atual texto é a lentidão do processo.
Segundo o presidente do Consad, Jeovalter
Correia Santos, a morosidade nos processos está gerando
a necessidade de se recorrer aos contratos emergenciais. A
proposta do Conselho é proibir os contratos de emergência,
mas melhorando o tempo de conclusão das licitações.
O Consad também sugere penalidades,
tanto para o servidor como para o licitante (fornecedor) fraudador,
que variam de multas até a exclusão dos fornecedores.
Para isso, o Conselho quer incluir na lei o Princípio
de Despersonificação Jurídica para evitar
que um fornecedor banido possa abrir uma nova empresa, seja
por meio de laranja ou usando outro nome, e dispute uma nova
licitação.
O destaque vai para os pregões eletrônicos,
que são considerados, pelo Consad, um bom exemplo.
O presidente do Conselho afirma que, por meio deles, houve
uma redução de 49% no valor gasto pelo governo
para compra de combustível e equipamento hospitalar.
"Os Estados têm conseguido, em média, uma
economia de 25% em todas as compras por meio do pregão
eletrônico".
Com informações da Agência
Brasil