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Publicação da Gazeta Mercantil de 12 de fevereiro de 2004

Alca: empresas pedem mais pragmatismo

E já preparam listas de produtos. O setor empresarial quer mudanças na estratégia das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Segundo o presidente da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), Oswaldo Douat, a proposta da classe empresarial é partir para "negociações mais pragmáticas e objetivas", com base em listas específicas de produtos (agrícolas e industriais) para ampliação de acesso de bens ao mercado dos Estados Unidos. "Uma primeira lista de produtos começará a ser elaborada em breve", diz ele. Em troca, o Brasil apresentaria ofertas, também específicas, em segmentos de serviços e de compras governamentais, que são os temas de grande interesse dos norte-americanos.

Douat não tem dúvidas de que, dada a posição dos Estados Unidos, esses setores serão, necessariamente, a principal moeda de troca das negociações hemisféricas. Diante disso, a CEB pretende articular um trabalho de convencimento junto ao governo brasileiro, para que este flexibilize posições, numa tentativa de conciliação de interesses.

Também presidente do conselho de integração internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Douat acredita que a construção de uma agenda mais específica, com negociação de acesso a mercado produto a produto, será alternativa mais realista para desbloquear os entendimentos na Alca e obter acordos, ainda que parciais, até 2005.

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